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El Niño forte ameaça provocar défice de chuvas Tete, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza

O Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), através do Centro Nacional Operativo de Emergência (CENOE), alerta para a consolidação de um episódio forte de El Niño, com potencial para estar entre os mais intensos registados desde 1950.

De acordo com o Comunicado Especial Nº 03/INGD/CENOE/2026-2027, emitido esta segunda-feira, 21 de Setembro, o período mais crítico deverá ocorrer entre Outubro de 2026 e Fevereiro de 2027, embora os efeitos do fenómeno possam prolongar-se até Maio de 2027 com défice de chuva entre Janeiro e Março.

Segundo o comunicado, principal impacto previsto é um défice significativo de precipitação entre Janeiro e Março de 2027, situação que poderá afectar a disponibilidade de água, a produção agrícola e a criação de gado em várias zonas do país.

Entre as áreas identificadas com impacto severo estão distritos das províncias de Tete, Sofala, Manica, Inhambane e Gaza.

Em Tete, estão incluídos Changara, Marara, Magoé, Mutarara, Chiúta, Doa e Cahora Bassa. Em Sofala, o alerta abrange Caia, Chemba, Machanga, Muanza e Chibabava.

Na província de Manica, o impacto severo poderá atingir Guro, Tambara e Macossa. Em Inhambane, estão incluídos Govuro, Mabote e Massinga, enquanto em Gaza figuram Chibuto e Massingir.

O comunicado identifica ainda zonas de impacto moderado, nomeadamente Moamba e Magude, na província de Maputo; Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Guijá, Manjacaze e Chigubo, em Gaza; Jangamo, Panda e Funhalouro, em Inhambane; e Namuno, em Cabo Delgado.

Perante o risco previsto, o Conselho Técnico de Gestão de Desastres (CTGD) ativou os Planos de Ações Antecipadas (PAA) à seca nos distritos abrangidos pelo alerta.

Entre as medidas consideradas prioritárias estão a distribuição de sementes resistentes à seca, a reabilitação de furos de água para consumo humano e a adopção de medidas para proteger o gado, assegurando o acesso à água e ao pasto.

As autoridades recomendam igualmente a sensibilização das comunidades para o uso racional da água, a promoção da agricultura de conservação, a elaboração ou actualização dos planos distritais de acções antecipadas e o reforço da coordenação com os parceiros de cooperação.

O CENOE e o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) deverão continuar a acompanhar a evolução do fenómeno e apelam à população para que siga as informações e os avisos oficiais. (Quarianews)

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