Início Actualidade, Nacional Mocímboa da Praia: Insurgentes atacam comunidade de Quelimane

Mocímboa da Praia: Insurgentes atacam comunidade de Quelimane

Indivíduos que se acredita serem insurgentes realizaram, na noite de segunda-feira, uma incursão na comunidade de Quelimane, no distrito de Mocímboa da Praia, província de Cabo Delgado.

De acordo com relatos de residentes, o grupo entrou na comunidade por volta das 22 horas e permaneceu no local durante algum tempo, sem que se tenha registado, até ao momento, qualquer resposta das forças de defesa e segurança durante a incursão.

Não há, até agora, relatos de vítimas mortais resultantes do ataque. Contudo, os residentes afirmam que os homens levaram consigo diversos bens, incluindo produtos alimentares e medicamentos, conforme disse Aliz Momade, residente local.

As mesmas fontes relatam ainda o rapto de algumas pessoas durante a incursão. O número exacto de pessoas levadas pelo grupo permanece desconhecido, assim como o seu paradeiro.

Após tomarem conhecimento da ocorrência, as forças de defesa e segurança moçambicanas, com apoio das forças parceiras, terão iniciado operações com o objectivo de localizar e desmantelar o grupo. Há indicações de que os supostos insurgentes ainda poderão estar nas imediações da comunidade de Quelimane.

A ocorrência volta a aumentar o sentimento de insegurança entre os residentes, sobretudo devido à proximidade de Quelimane em relação à vila-sede de Mocímboa da Praia. A presença de homens armados numa comunidade próxima da sede distrital alimenta receios entre a população de que a insurgência possa voltar a realizar incursões de maior dimensão na região.

O novo episódio acontece poucas semanas depois de outro caso de rapto reportado no bairro Filipe Nyusi. Na altura, algumas pessoas terão sido levadas por homens igualmente suspeitos de ligação ao grupo insurgente.

Segundo relatos locais, o paradeiro de grande parte dessas pessoas continua desconhecido.

A sucessão de incidentes tem provocado preocupação entre as comunidades locais, que continuam a pedir maior presença e resposta das forças de segurança para proteger a população e impedir novas incursões. (Quarianews)

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