A dimensão dos processos criminais pendentes nas esquadras sul-africanas contrasta com o efectivo disponível para investigá-los. Dados apresentados no Parlamento mostram que pouco mais de 20 mil investigadores estão ligados às unidades de investigação nas esquadras em todo o país.
Segundo o Newsday, o ministro interino da Polícia, Firoz Cachalia, informou que o Serviço de Polícia Sul-Africano tinha 20.051 investigadores em 31 de julho de 2026. No mesmo período, estavam em investigação 1.691.312 casos criminais.
A informação foi apresentada em resposta a uma questão parlamentar do deputado George Michalakis, que procurava obter dados sobre a distribuição dos investigadores pelas esquadras e o número de processos atribuídos a cada agente.
Os números indicam uma diferença significativa entre a quantidade de profissionais e o volume de processos que permanecem sob investigação. Dos 20.051 investigadores, 15.962 estavam envolvidos na entrega e acompanhamento de processos, de acordo com a resposta do ministro citada pelo Newsday.
Gauteng concentra maior número de investigadores
A província de Gauteng possui o maior contingente, com 5.247 investigadores. Seguem-se KwaZulu-Natal, com 3.364, e Cabo Ocidental, com 3.095.
Em relação aos processos em investigação, Gauteng também aparece entre as províncias com maior volume, contabilizando 355.824 casos. O Cabo Ocidental tinha 300.450, enquanto KwaZulu-Natal registava 223.272.
Os dados mostram que a pressão sobre o trabalho de investigação não está concentrada numa única região, mas distribuída pelas diferentes províncias do país.
O governo sul-africano não revelou quantos investigadores estão destacados para cada esquadra nem quantos processos estão atribuídos individualmente a cada agente.
Cachalia justificou a primeira restrição com questões de segurança, argumentando que a divulgação da distribuição operacional poderia expor vulnerabilidades das esquadras e dos próprios agentes.
Quanto ao número de processos por investigador, o ministro explicou que seria necessário realizar uma compilação manual, esquadra por esquadra, o que exigiria recursos adicionais do serviço policial.
Os dados divulgados pelo Ministério da Polícia, e reportados pelo Newsday, permitem assim observar a dimensão nacional do trabalho de investigação criminal, embora não revelem como os 1,69 milhão de processos estão distribuídos entre os investigadores individualmente. (Quarianews)


