A Aliança Nacional para um Moçambique Autónomo (ANAMOLA) afirma que 57 dos seus membros foram mortos desde a criação formal do partido, em Agosto de 2025.
A informação foi avançada na segunda-feira, em Maputo, pelo porta-voz da ANAMOLA, Alberto Manhique, que disse que o partido também documentou 436 casos de “violência extrema” envolvendo os seus membros e estruturas locais.
O caso mais recente, segundo Manhique, é o de Ilídio Facitela Gustavo, mobilizador da ANAMOLA no distrito de Morrumbene, província de Inhambane. Gustavo teria sido raptado por indivíduos ainda não identificados e o seu corpo foi posteriormente encontrado no distrito de Homoíne. O funeral realizou-se na terça-feira.
Manhique afirmou que Gustavo era uma das testemunhas indicadas por Venâncio Mondlane no processo que o antigo candidato presidencial enfrenta no Supremo Tribunal.
“Quando uma testemunha é eliminada, a própria justiça perde uma voz”, disse o porta-voz da Anamola, argumentando que a morte de Gustavo poderá ter impacto no esclarecimento dos factos que seriam apresentados em tribunal.
A ANAMOLA considera que os casos não devem ser analisados individualmente por isso, pede às autoridades uma investigação capaz de determinar se existe um padrão de violência contra os seus membros.
A ANAMOLA afirma que, até ao momento, não houve responsabilização pública dos autores dos homicídios de membros do partido, uma situação que, segundo a formação política, exige uma resposta mais firme das instituições de justiça. (Quarianews)




