Os ataques terroristas continuam a expulsar famílias das suas comunidades na província nortenha de Cabo Delgado. Só em Agosto, pelo menos 1.401 pessoas foram obrigadas a abandonar as suas zonas de origem, elevando para 29.564 o número de deslocados registados na província desde o início do ano.
Os dados, acompanhados pela Organização Internacional para as Migrações (OIM) e por agências das Nações Unidas, consultados pela Quarianews revelam a continuidade da crise de deslocamento numa das províncias mais afectadas pelo conflito armado em Moçambique. De acordo com essas agências, durante o mês de Agosto, diferentes episódios de violência provocaram novas fugas. No distrito de Balama, pelo menos 531 pessoas abandonaram as suas comunidades na sequência de um ataque. Entre os deslocados estavam 204 crianças.
Dias depois, outro ataque obrigou 819 pessoas a deixar uma aldeia. A fuga terá sido feita, em grande parte, a pé, numa deslocação que expôs as famílias a condições de extrema vulnerabilidade.
Crianças e mulheres continuam entre os grupos mais afectados. Para muitas famílias, abandonar as suas casas significa deixar para trás bens, meios de subsistência e comunidades inteiras, sem qualquer garantia sobre quando poderão regressar.
Nas zonas de chegada, a situação também permanece crítica, descrevem estes organismos realçando que as comunidades de acolhimento e os centros de trânsito enfrentam necessidades de abrigo, alimentação, água potável e assistência médica. (Quarianews)





