O Presidente da República, Daniel Chapo, defendeu esta segunda-feira que a próxima grande batalha de Moçambique deve ser a conquista da independência económica, colocando a produção, o empreendedorismo e a inovação no centro das prioridades para as novas gerações.
Ao discursar na Praça dos Heróis, em Maputo, durante a cerimónia de deposição de flores que assinalou o 52.º aniversário dos Acordos de Lusaka, Chapo considerou que o país entrou numa nova fase depois de décadas marcadas pela luta de libertação, consolidação da soberania e construção do Estado. Segundo o Chefe do Estado, o desafio agora passa por transformar as conquistas políticas em melhores condições de vida para os cidadãos.
A aposta, explicou, deve ser numa economia capaz de produzir mais, acrescentar valor aos recursos nacionais e competir dentro e fora do país. Neste processo, atribuiu particular importância aos jovens, que deverão assumir um papel activo nas cadeias de valor, na ciência, tecnologia e criação de negócios como instrumentos de transformação da economia moçambicana.
Chapo associou ainda o desenvolvimento económico à necessidade de reforçar o combate à corrupção e melhorar o funcionamento das instituições públicas. Defendeu uma administração mais transparente, eficiente e profissional, com recurso à transformação digital para tornar os serviços públicos mais céleres e próximos dos cidadãos.
Ao recordar os desafios enfrentados por Moçambique desde a independência, incluindo os baixos níveis de alfabetização e o reduzido acesso à educação superior e à electricidade, o Presidente destacou os avanços alcançados nas últimas décadas.
Para Chapo, esses progressos devem servir de base para uma nova mobilização nacional, resumida no apelo: “A Luta Continua” deu lugar a “Vamos Trabalhar”, como caminho para construir uma prosperidade económica mais inclusiva. (Quariasnews)





