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Terrorismo é um inimigo que se faz de invisível-Felipe Nyusi no Dia da Vitória

Felipe Nyusi, dez anos como chefe de estado, foi quem autorizou sem aval da Assembleia da República a vinda as tropas ruandesas para combate ao terrorismo em cabo Delgado. Enquanto presidente da república, Felipe Nyusi admitiu igualmente a presença de trocas da missão militar da SADC.

Depois de vários dias sem se pronunciar publicamente sobre a situação de segurança no norte do país, o antigo Presidente da República, Filipe Nyusi, voltou a falar sobre o terrorismo que há quase uma década afecta Cabo Delgado, província onde nasceu.

À margem das celebrações do Dia da Vitória, em Maputo, Nyusi afirmou que a insurgência em Cabo Delgado “já deveria ter terminado há muito tempo”, defendendo uma maior concentração de esforços no combate aos grupos terroristas que continuam a actuar na região.

O antigo Chefe de Estado reconheceu os desafios enfrentados pelas Forças de Defesa e Segurança, sublinhando que o conflito em Cabo Delgado possui características distintas das enfrentadas durante a luta de libertação nacional.

Segundo Nyusi, uma das principais dificuldades está na identificação do inimigo, uma vez que os grupos insurgentes actuam de forma diferente dos adversários conhecidos durante a guerra de libertação.

“Já deveria ter terminado há muito tempo”, afirmou Filipe Nyusi, ao defender maior foco, determinação e concentração no combate ao terrorismo.

As declarações surgem num momento em que a insurgência continua a representar uma das principais preocupações de segurança em Moçambique. Para Nyusi, apesar das dificuldades, é necessário manter a determinação e o foco até que seja alcançado o fim do conflito.

A posição do antigo Presidente ganha particular relevância pelo facto de Cabo Delgado ser a sua terra natal e por ter dirigido o país durante parte significativa do período em que a insurgência se intensificou.

Durante a sua intervenção, Nyusi não apresentou, contudo, uma previsão sobre quando o conflito poderá terminar, limitando-se a defender a necessidade de reforçar a concentração no combate ao terrorismo.

Os pronunciamentos do antigo presidente da república, são feitos um dia depois de mais um suposto ataque no distrito de Macomia, centro de Cabo Delgado onde de acordo com os moradores não houve dia tranquilo durante todo sábado em pelo menos duas comunidades do histórico posto administrativo de Chai. (Quarianews)

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