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EUA alertam aos americanos a não viajar para Cabo Delgado, Nampula e Niassa

EUA alertam aos americanos a não viajar para Cabo Delgado, Nampula e Niassa

O Governo dos Estados Unidos voltou a alertar os seus cidadãos sobre os riscos de viajar para o norte de Moçambique, numa actualização emitida a 21 de agosto, na qual recomenda maior cautela devido a ameaças de terrorismo, criminalidade, problemas de saúde e instabilidade.

O alerta estabelece, contudo, uma recomendação mais severa para algumas zonas sobretudo do norte do país sendo que a província de Cabo Delgado está classificado no Nível 4  “Não viaje”, devido à presença e actividade de grupos terroristas.

A recomendação dos EUA de não viajar  ao norte abrange igualmente a Reserva Especial do Niassa, na província do Niassa, e os distritos de Memba e Eráti, no norte da província de Nampula.

No concreto são zonas que já provaram a amargura dos ataques terroristas desde o início em 2017 tendo sido zonas escaladas embora não muitas vezes como acontece na província de Cabo Delgado.

De acordo com o Departamento de Estado norte-americano, grupos terroristas continuam activos no norte de Moçambique e podem realizar ataques contra áreas públicas e destinos turísticos com pouco ou nenhum aviso prévio.

As autoridades norte-americanas alertam para a possibilidade de sequestros e tomada de reféns, destacando que instalações turísticas localizadas em zonas remotas podem representar um risco particular.

O alerta chama atenção para a capacidade de resposta das forças de segurança, que, em determinadas circunstâncias, podem demorar a chegar ao local de um ataque.

No caso dos distritos de Nampula, Memba e Eráti, por fazerem fronteira com Cabo Delgado, são apontados no alerta como zonas de risco elevado devido à possibilidade de actividade de grupos terroristas.

A inclusão destes distritos no nível “Não viaje” aumenta a preocupação sobre a segurança das populações e de pessoas que circulam entre o norte de Nampula e Cabo Delgado.

Para os EUA, a questão não se limita apenas no terrorismo. Além deste fenómeno global, os Estados Unidos alertam os seus cidadãos para os riscos de criminalidade violenta, incluindo assaltos, por isso, recomenda que os viajantes mantenham atenção permanente ao ambiente que os rodeia, inclusive em zonas turísticas.

A área da saúde moçambicana não foi poupada. O alerta considera limitada a capacidade da infra estrutura sanitária de Moçambique e que a disponibilidade de medicamentos pode variar e algumas unidades de saúde podem não possuir equipamentos, materiais e recursos suficientes para responder a situações de emergência.

Outro risco mencionado é a possibilidade de protestos não planeados em diferentes pontos do país. É a lembrança do modelo de manifestações de 2024. Segundo o alerta, algumas manifestações podem tornar-se violentas e provocar o bloqueio temporário de estradas, praças de portagem e passagens fronteiriças.

O Departamento de Estado aconselha os cidadãos norte-americanos a evitar manifestações e multidões e a manter planos de emergência para situações em que seja necessário deixar determinada área. (Altas Orion)

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