O administrador de Mueda, Atanásio Amba, em Cabo Delgado, lançou um alerta sobre a alegada formação de uma “Frente de Desestabilização do Planalto” (FDP), numa altura em que se intensificam as críticas à governação municipal e às condições de vida da população no Planalto dos Macondes.
A declaração foi feita esta quarta-feira, durante uma conferência de imprensa, na qual o dirigente reagiu às críticas relacionadas com a gestão local e com os problemas que afectam a população, incluindo a escassez de água.
Durante uma visita dos membros da Assembleia da República, residentes da vila de Mueda, criticaram a governação do actual edil apontando que era incapaz de gerir e que nas próximas eleições não votarão na Frelimo
Sem apresentar nomes, provas ou identificar organizações concretas, Atanásio Amba afirmou que existem cidadãos cujas acções, na sua leitura, podem colocar em causa a paz e a tranquilidade na região.
“Notamos uma tendência de alguns cidadãos contrários à paz, harmonia, unidade nacional, coesão interna e ao bem-estar a constituírem frente de desestabilização do Planalto”, alegou.
A acusação coloca a administração de Mueda perante um cenário de crescente tensão em torno da governação local, embora o administrador não tenha esclarecido quem seriam os alegados integrantes da denominada “FDP”, nem apresentado elementos concretos que sustentem a existência de uma estrutura organizada com essa designação.
O pronunciamento surge num momento particularmente sensível para o Planalto dos Macondes, onde a escassez de água continua entre as preocupações da população a alimentar o debate sobre a capacidade das autoridades de responder aos problemas locais.
Salientar que foi o mesmo administrador a liderar oração para fim da crise da água, iniciativa que juntou diferentes confissões religiosas e líderes tradicionais.
Atanásio Amba apelou ainda à população para manter a vigilância e colaborar com as autoridades, defendendo a necessidade de preservar a convivência pacífica e evitar actos que possam provocar desordem ou intranquilidade pública.
O administrador dirigiu igualmente um apelo aos responsáveis pela organização e mobilização dos partidos políticos e aos órgãos de comunicação social, para que contribuam para a sensibilização da população e para a prevenção de situações susceptíveis de gerar tensão. (Quariasnews)





