“A morte dessas crianças tem culpados e devem ser responsabilizados.” A declaração é de Gamito dos Santos, que exige uma investigação rigorosa e responsabilização dos envolvidos na morte de duas crianças de apenas sete anos, ocorrida num espaço pertencente ao Conselho Municipal da Cidade de Nampula (CMCN).
Trata-se de Abubacar e Edrisse, ambos com sete anos de idade, frequentavam a 1.ª e a 2.ª classes na Escola dos Belenenses. As suas mortes deixaram duas famílias em luto e levantaram questionamentos sobre as condições de segurança existentes no local onde ocorreu a tragédia.
Entretanto, para Gamito dos Santos, o caso não deve ser tratado como um simples acidente. O activista social e defensor de Direitos Humanos defende que é necessário apurar quem tinha responsabilidade pela segurança e fiscalização daquele espaço e determinar se houve negligência ou omissão que possa ter contribuído para a morte das crianças.
Gamito questiona igualmente a alegada decisão de mandar tapar o local sem que, antes, fossem realizadas as devidas diligências periciais pelas autoridades.
Segundo Gamito, qualquer intervenção no espaço poderia comprometer elementos importantes para a investigação. Por isso, defende que as autoridades competentes deveriam ter sido chamadas para efectuar uma perícia e esclarecer as circunstâncias exactas da ocorrência.
“A reparação dos danos não pode ser um favor”, sublinha Gamito, defendendo que o Conselho Municipal de Nampula deve prestar explicações às famílias enlutadas e à sociedade.
As duas crianças tinham toda uma vida pela frente. Poderiam tornar-se, no futuro, presidentes de município, governadores, procuradores, deputados, profissionais de diferentes áreas ou simplesmente cidadãos que contribuiriam para o desenvolvimento de Moçambique.
Mas os seus sonhos foram interrompidos aos sete anos.
Perante a gravidade da situação, Gamito dos Santos exige que sejam apuradas responsabilidades e que, caso sejam confirmadas irregularidades ou negligência, os implicados sejam responsabilizados criminal e civilmente.
O caso coloca agora uma questão central às autoridades: quem era responsável pela segurança daquele espaço e o que foi feito para impedir que duas crianças tivessem acesso a um local que acabaria por se transformar num cenário de morte? Para as famílias, mais do que explicações, há uma exigência: justiça para Abubacar e Edrisse.( Quaria News)





