Maputo, 16 de Setembro de 2026 — O artista plástico moçambicano Ídasse Ekson Malendza Tembe, nascido em 1955, faleceu esta quarta-feira, deixando um legado relevante nas artes contemporâneas de Moçambique e na memória cultural nacional.
A morte do artista foi comunicada pelo Núcleo de Arte, que manifestou profundo pesar pela perda de um dos seus pilares. A instituição destacou o seu papel como mestre, conselheiro, amigo e irmão, sublinhando a generosidade com que formou e inspirou várias pessoas ao longo da sua trajectória.
Em mensagem de condolências, o Presidente da República, Daniel Chapo, lamentou o falecimento de Ídasse Tembe e enalteceu o seu contributo para o desenvolvimento das artes plásticas moçambicanas. O Chefe do Estado apelou igualmente à preservação, ao estudo e à divulgação da obra do artista, endereçando condolências à família, aos amigos e à comunidade cultural.
Ao longo da carreira, Ídasse dedicou-se à pintura, ao desenho, à cerâmica e à xilogravura. Na sua formação artística, estudou com nomes de referência das artes moçambicanas, entre os quais Malangatana, Domingos Manhiça, Inácio Matsinhe e António Quadros.
A sua obra foi apresentada em diversas exposições colectivas e individuais, realizadas em Moçambique e no estrangeiro, incluindo Portugal, Angola, França, Bélgica e Zimbábue, contribuindo para a projecção das artes plásticas moçambicanas além-fronteiras.
O Núcleo de Arte informou que as informações sobre as cerimónias fúnebres serão comunicadas oportunamente.
A partida de Ídasse Tembe representa uma perda para a comunidade artística e cultural moçambicana, mas o seu trabalho, os seus ensinamentos e a influência exercida sobre outros artistas permanecem como parte do património artístico nacional.





