O governador da província de Nampula, Eduardo Abdula, denunciou no sábado que existe uma alegada interferência política na gestão da província e apelou aos membros do seu partido, a FRELIMO no topo, para que lhe permitam trabalhar.
Eduardo Abdula falava durante um comício realizado na cidade de Nampula, no âmbito de uma marcha pacífica promovida por membros e simpatizantes da FRELIMO para saudar a decisão do Presidente da República e presidente do partido, Daniel Chapo, de escolher Nampula como sede do XIII Congresso da formação política, previsto para decorrer entre os dias 20 e 25 de Julho de 2027.
Durante a intervenção, o governador que se tenta vitimizar não revelou os nomes dos membros do partido que, segundo afirmou, estariam a interferir na sua governação. No entanto, deixou claro que não pretende permitir que a situação continue.
Abdula defendeu igualmente que o primeiro-secretário provincial da FRELIMO deve ter espaço para exercer as suas funções sem interferências, numa aparente referência às disputas internas que poderão estar a marcar o funcionamento da estrutura partidária na província.
“Deixem-nos trabalhar”, foi, em essência, o apelo dirigido pelo governador aos seus camaradas, numa intervenção que expôs publicamente preocupações relacionadas com a interferência política na administração provincial.
As declarações não são inéditas. No início deste ano, Eduardo Abdula já havia alertado para a circulação de boatos que, segundo afirmou na altura, tinham como objectivo enfraquecer a sua governação. O governante apontou tanto membros de partidos da oposição como elementos da própria FRELIMO como estando envolvidos na disseminação dessas informações.
Refira-se que a actual presidente da assembleia da república quadro sénior da Frelimo e de Nampula, onde um dos administradores e seu marido. Felipe Paúnde é o membro de assistência da brigada central a mesma província, mas será que o governador de Nampula se refere a eles? (Quarianews)





