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Primeiro encontro do BM dirigido por Felisberto Navalha alerta para riscos que podem pressionar a economia do país

Os preços no curto prazo, incluindo choques climáticos, tensões geopolíticas e possíveis aumentos dos preços de alimentos e combustíveis.

O Banco de Moçambique decidiu manter a taxa de Política Monetária (MIMO) em 9,25%, mas introduziu uma alteração no regime de reservas obrigatórias que poderá facilitar o financiamento de empresas orientadas para a substituição de importações e o aumento das exportações.

A medida, segundo o novo governador do BM, Felisberto Navalha, com duração prevista de 18 meses, permitirá aos bancos deduzir das reservas, em moeda nacional, valores correspondentes a novos financiamentos concedidos a este tipo de empresas.

De acordo com o governador do Banco de Moçambique, os créditos abrangidos pela medida terão como referência a taxa MIMO, podendo ser aplicada uma margem adicional de até 150 pontos base, dependendo da finalidade do financiamento.

Felisberto Navalha justificou em conferência de imprensa está quarta-feira na capital do país que a alteração surge num momento em que a autoridade monetária procura conciliar o controlo da inflação com a necessidade de apoiar a actividade produtiva.

A decisão ocorre num contexto de recuperação económica, mas ainda moderada, embora o Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 1,7% no segundo trimestre de 2026, depois de uma expansão de apenas 0,1% nos primeiros três meses do ano.

São apontados a agricultura, indústria extractiva e serviços estiveram entre os sectores que mais contribuíram para o desempenho registado.

No mercado cambial, o Banco de Moçambique reportou também maior movimentação de divisas. Entre Janeiro e Agosto, as compras de moeda estrangeira pelos bancos comerciais aumentaram para 5,73 mil milhões de dólares, enquanto as vendas aos clientes atingiram 5,65 mil milhões de dólares.

A instituição relaciona parte deste movimento com a implementação de projectos de gás natural liquefeito e o desempenho da indústria extractiva.

Apesar da manutenção da taxa MIMO, o Banco de Moçambique alerta para riscos que podem pressionar os preços no curto prazo, incluindo choques climáticos, tensões geopolíticas e possíveis aumentos dos preços de alimentos e combustíveis. A instituição prevê, contudo, uma redução da inflação para níveis de um dígito no médio prazo e deverá voltar a avaliar a conjuntura na próxima reunião ordinária do CPMO, marcada para 25 de Novembro. (Quarianews)

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