Ordem interna abrange todas as subunidades e destaca Bilene, Chókwè, Chibuto e Manjacaze!
A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Gaza, decidiu apertar o cerco ao comportamento dos seus próprios agentes. Uma ordem interna datada de 26 de Agosto de 2026 determina que os membros da corporação ficam proibidos de pedir boleia enquanto estiverem fardados.
O documento, dirigido a todas as sub unidades da PRM em Gaza, é assinado pelo Director da Ordem e Segurança Pública, Franklim José da Costa Tomo, e estabelece que a instrução deve ser cumprida imediatamente após o seu conhecimento.
A orientação dá especial destaque aos distritos de Bilene, Chókwè, Chibuto e Manjacaze, deixando claro que a prática de agentes uniformizados solicitarem boleia não é, para o comando provincial, uma questão menor.
“A Direcção da Ordem e Segurança Pública instrui todos os comandos distritais e subunidades da PRM, para proibir os membros da PRM de pedir boleia enquanto estiverem fardados”, lê-se na ordem.
A farda não é passe livre
A determinação levanta uma questão simples, mas incômoda: que imagem transmite um agente da lei quando, vestido com o uniforme do Estado, precisa estender a mão para conseguir transporte?
A farda policial deveria representar autoridade, disciplina e profissionalismo. Quando utilizada para solicitar boleia, pode criar situações de constrangimento, pressão ou até a percepção de que o cidadão tem obrigação de transportar um agente.
É precisamente para travar esse tipo de comportamento que o comando da PRM em Gaza decidiu transformar a orientação numa ordem formal.
A mensagem final do documento não deixa espaço para interpretações: “CUMPRA-SE!”
A instrução surge num contexto em que a conduta dos agentes das forças de segurança continua a ser uma questão sensível para a confiança dos cidadãos nas instituições públicas.
Mais do que uma simples proibição de pedir boleia, a ordem coloca no centro do debate a disciplina interna, a imagem da corporação e os limites da relação entre agentes uniformizados e cidadãos.
Na estrada, a farda deve representar serviço — não privilégio.
Jess





