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	<title>Conferência da Frelimo Archives - A verdade sempre prevalece</title>
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	<title>Conferência da Frelimo Archives - A verdade sempre prevalece</title>
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		<title>DUCLÉSIO ROMPE O SILÊNCIO:“DISCURSOS COLORIDOS, VIDA A PRETO E BRANCO: OS MOÇAMBICANOS JÁ ESTÃO CANSADOS!”</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 04:58:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência da Frelimo]]></category>
		<category><![CDATA[Duclésio Chico]]></category>
		<category><![CDATA[Partido Podemos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Porta-voz do Podemos questiona 50 anos de governação da Frelimo, denuncia desigualdades, critica a gestão dos recursos naturais, questiona a guerra em Cabo Delgado e exige: “Devolvam a República aos moçambicanos”. Partido da oposição exige “devolução da República aos moçambicanos” e denuncia crise na saúde, educação, segurança, justiça social e liberdade de manifestação Entre promessas [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Porta-voz do Podemos questiona 50 anos de governação da Frelimo, denuncia desigualdades, critica a gestão dos recursos naturais, questiona a guerra em Cabo Delgado e exige: “Devolvam a República aos moçambicanos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Partido da oposição exige “devolução da República aos moçambicanos” e denuncia crise na saúde, educação, segurança, justiça social e liberdade de manifestação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre promessas de renovação política, uma crise social que persiste e um país ainda marcado pela insegurança, raptos, terrorismo e desigualdades, o Partido Podemos questiona a capacidade da Frelimo de transformar em realidade as promessas feitas durante a Conferência de Quadros realizada em Chimoio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em entrevista, Duclésio Chico, porta-voz do Podemos, considera que o discurso de renovação e mudança apresentado pelo partido no poder deve ser acompanhado por resultados concretos, defendendo que os moçambicanos já estão cansados de discursos políticos que, segundo afirma, não se traduzem em melhorias na vida quotidiana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Os moçambicanos já estão cheios de ouvir discursos políticos, digamos que discursos coloridos, enquanto que a vida dos moçambicanos é vivida a preto e branco.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o porta-voz do Podemos, a promessa de renovação surge num contexto em que a Frelimo governa o país há cinco décadas e enfrenta uma crescente necessidade de recuperar a confiança da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Duclésio, os problemas estruturais permanecem e alguns fenómenos, como os raptos, ganharam espaço no cenário nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Temos os mesmos problemas, temos situações vigentes, outras até a surgirem, e uma delas com maior destaque é o caso dos raptos”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dirigente considera, por isso, que as declarações sobre renovação devem ser avaliadas pelos resultados e não apenas pelo discurso político.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esperamos que estas mesmas palavras sejam de realização”, sublinhou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É preciso devolver a República aos moçambicanos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica do Podemos vai além da actuação de um determinado Governo. O partido defende uma mudança na forma como o Estado se relaciona com os cidadãos. Outrossim, para Duclésio, o ponto de partida deve ser aquilo que chama de “devolver a República aos moçambicanos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua perspectiva, a República não deve ser confundida com um partido político. “A República não pertence a um partido político, a República pertence a cada cidadão.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O porta-voz sustenta que serviços essenciais como saúde, educação, habitação, segurança e justiça social devem funcionar como direitos efetivamente acessíveis aos cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica incide particularmente sobre as desigualdades sociais. De um lado, diz, existem cidadãos com melhores condições económicas; do outro, uma parcela da população que enfrenta dificuldades até para ter acesso a saneamento, transporte, alimentação e serviços básicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não faz sentido que haja moçambicanos que tenham um nível de classe A e moçambicanos que não tenham nem classe, por questões mesmo de falta de questões básicas”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Saúde e educação no centro das preocupações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na área da saúde, o Podemos aponta para a falta de recursos, medicamentos e outros meios hospitalares como um dos sinais da fragilidade dos serviços públicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Contudo, Duclésio defende que governar deve significar garantir condições mínimas para a população. A educação também aparece entre as suas principais preocupações. Para ilustrar a dimensão das dificuldades enfrentadas por algumas comunidades, fala de crianças que estudam em condições precárias, incluindo situações em que as aulas decorrem debaixo de árvores ou em salas superlotadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua avaliação, não é possível falar de uma paz plena quando parte da população não consegue satisfazer necessidades básicas. “Quando eu tenho falta do que comer, quando vou ao hospital e não encontro medicamentos, quando tento ser empreendedor sou raptado, quando sou nativo de uma terra rica em recursos sou decapitado, quando sou activista e tento exercer o artigo 51 sou preso e torturado pela polícia, essa paz é beliscada.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Cabo Delgado: riqueza natural, pobreza e uma guerra sem fim!</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de a província possuir importantes recursos naturais, Duclésio questiona por que razão a exploração desses recursos não tem sido acompanhada por melhorias proporcionais nas condições de vida das comunidades locais. “Os recursos não têm que só e só satisfazer a província de Cabo Delgado. Os recursos são de Moçambique”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o dirigente, é necessário olhar para além da dimensão militar do conflito e questionar as condições sociais e económicas que continuam a afectar as populações. O porta-voz do Podemos também questiona a duração da insurgência, iniciada em 2017. “Que guerra é essa que não termina e leva quase 9 anos?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A declaração reflecte uma das principais interrogações levantadas pelo partido: por que razão o conflito continua depois de tantos anos, apesar das operações militares realizadas no terreno e do apoio externo recebido por Moçambique?</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Presença ruandesa levanta perguntas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Duclésio também questiona a permanência das forças ruandesas em Moçambique. Na sua leitura, a presença militar estrangeira levanta questões sobre os interesses envolvidos e sobre quem suporta os custos da operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O porta-voz menciona igualmente o debate em torno do financiamento da segurança das instalações empresariais, defendendo que é necessário compreender melhor os interesses económicos associados à presença de forças estrangeiras em Cabo Delgado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As declarações representam a posição política do Podemos e levantam suspeitas sobre possíveis interesses económicos, sem apresentar, contudo, provas que permitam confirmar essas alegações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dirigente considera ainda que o prolongamento da guerra pode estar a prejudicar a população e a atrasar o desenvolvimento da província. “Esta mesma guerra parece que está a roubar os recursos dos moçambicanos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Podemos, o Estado deve assumir a responsabilidade de garantir segurança e criar condições para que os recursos naturais beneficiem efectivamente a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Da guerra em Cabo Delgado à expansão da insegurança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Duclésio Chico manifestou ainda preocupação com relatos de novos focos de violência e presença de homens armados noutras regiões do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Menciona Nampula e Tete como exemplos de zonas onde, segundo afirma, terão surgido situações de insegurança.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o dirigente, cabe ao Governo impedir que a violência se expanda e garantir a segurança dos cidadãos. “Alguém tem que parar com isto”, afirmou, apelando ao Executivo para que assuma a responsabilidade pela segurança da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Pode Moçambique dizer que está em paz?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A definição de paz também é colocada em causa pelo Podemos. Para Duclésio, a paz não deve ser entendida apenas como ausência de confrontos armados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma sociedade onde cidadãos passam fome, enfrentam dificuldades de acesso à saúde, educação e segurança não pode, na sua perspectiva, considerar-se plenamente pacificada. “A paz é mais ou menos aquilo que nós fazemos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O dirigente defende, assim, uma concepção de paz associada à justiça social, ao acesso aos serviços básicos e à dignidade humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A entrevista entra igualmente no terreno das liberdades políticas, particularmente depois de apoiantes da ANAMOLA terem sido atingidos por disparos durante uma atividade política, onde o Partido Podemos considera que episódios dessa natureza devem ser analisados no contexto mais amplo da relação entre a Polícia e os cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Duclésio, o seu partido já manifestou publicamente repúdio pelo uso da força naquele episódio. Ao mesmo tempo, reconhece a necessidade de analisar também o comportamento dos próprios actores políticos durante manifestações e actividades públicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o porta-voz do Podemos, existe uma percepção de intolerância política quando forças partidárias ou organizações da sociedade civil procuram exercer o direito à manifestação. Ele questiona igualmente a alegada existência de “ordens superiores” por detrás de determinadas intervenções policiais, observando que, na sua opinião, essas responsabilidades raramente chegam a ser devidamente esclarecidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“<strong>A Constituição deve ser respeitada”</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante o ambiente político vivido no país, a mensagem do Podemos ao Governo e à Frelimo é directa: respeitar a Constituição da República.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Duclésio defende que os direitos constitucionalmente consagrados devem ser garantidos a todos os cidadãos, independentemente da sua filiação partidária. “Ninguém deve passar por cima desta mesma Constituição porque ela pertence a todos os moçambicanos.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O partido considera que a liberdade de manifestação, a participação política e o acesso à informação são elementos essenciais para o funcionamento de uma democracia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O desafio económico: transformar recursos em empregos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">No campo económico, o Podemos defende que a exploração dos recursos naturais deve produzir benefícios concretos para a população. Duclésio questiona a existência de situações em que o país possui recursos valiosos, mas as comunidades onde esses recursos são encontrados continuam mergulhadas na pobreza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A exploração de rubis em Cabo Delgado é apresentada como exemplo dessa contradição. Na sua visão, Moçambique precisa de apostar na transformação local dos seus recursos naturais através de indústrias transformadoras capazes de criar emprego e gerar riqueza dentro do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não faz muito sentido que nós descubramos recursos e, no fim do dia, nós não saibamos onde é que estes recursos foram parar”, afirmou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o dirigente, o desenvolvimento económico deve caminhar lado a lado com a justiça social. “Temos tudo para dar certo”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Podemos defende que Moçambique possui recursos e potencial suficientes para garantir melhores condições de vida à população. O problema, segundo o partido, está na forma como esses recursos e instituições são administrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A receita apresentada passa por reduzir o partidarismo na gestão do Estado, respeitar a Constituição, melhorar os serviços públicos, criar empregos, desenvolver a indústria transformadora e combater as desigualdades sociais. “Basta que este mesmo Governo respeite os moçambicanos, basta que este mesmo Governo respeite a constitucionalidade, basta que este mesmo Governo seja apto para ouvir e também praticar.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A grande questão que permanece é saber se o discurso político de renovação será acompanhado por mudanças concretas na vida dos cidadãos. Enquanto o país procura respostas para os seus desafios de segurança, pobreza, desemprego, saúde, educação e justiça social, a oposição insiste numa ideia central: Moçambique precisa deixar de ser apenas um país rico em recursos e tornar-se um país onde a sua riqueza seja efectivamente sentida pelos seus cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque, como resume Duclésio, os discursos podem ser coloridos, mas a realidade dos moçambicanos continua a ser vivida “a preto e branco”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milda Langa</p>
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		<title>Nuvunga questiona neutralidade do Estado!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 06:12:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade, Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Política e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Activista social]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Nuvunga]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência da Frelimo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Participação de funcionários públicos em reunião da Frelimo levanta debate sobre imparcialidade do Estado. A participação de funcionários públicos na Reunião de Quadros da Frelimo, realizada em Chimoio, está a levantar um debate sobre os limites entre a liberdade política dos cidadãos e o dever de imparcialidade de quem exerce funções em nome do Estado. [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Participação de funcionários públicos em reunião da Frelimo levanta debate sobre imparcialidade do Estado.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> A participação de funcionários públicos na Reunião de Quadros da Frelimo, realizada em Chimoio, está a levantar um debate sobre os limites entre a liberdade política dos cidadãos e o dever de imparcialidade de quem exerce funções em nome do Estado. A questão é colocada pelo activista de direitos humanos Adriano Nuvunga, numa carta intitulada “O Estado não pode vestir a camisola do partido”, datada de 23 de Agosto de 2026.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nuvunga questiona se um secretário-permanente, director ou outro funcionário público pode participar publicamente numa reunião de quadros do partido no poder e, no dia seguinte, exercer as suas funções como representante imparcial de uma Administração Pública que pertence a todos os cidadãos. Segundo o activista, os funcionários públicos não administram apenas interesses partidários, mas recursos públicos, aplicam leis, prestam serviços e tomam decisões que afectam directamente os direitos dos cidadãos. Por isso, quando participam publicamente em actividades partidárias, a sua imagem pode deixar de ser percebida apenas como a de um cidadão comum. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“É cómodo dizer que participou ‘como cidadão.&#8221; Observa Nuvunga, defendendo que a condição de funcionário público não fica à porta de uma reunião partidária para ser recuperada no dia seguinte. O activista coloca ainda a imparcialidade no centro do debate. Na sua perspectiva, não basta que o funcionário público se considere imparcial; a sua conduta deve ser suficientemente clara para permitir que os cidadãos confiem na neutralidade das instituições públicas. Nuvunga reconhece que a legislação moçambicana pode não estabelecer, em determinadas situações, uma proibição suficientemente explícita à participação de funcionários públicos em actividades partidárias. Contudo, sustenta que a ausência de uma proibição legal específica não transforma automaticamente determinada conduta em ética.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, para o activista, a função pública deve estar assente em princípios como integridade, imparcialidade e separação clara entre o Estado e o partido. O debate ganha particular relevância num contexto em que a Frelimo, partido no poder, realizou em Chimoio a sua Reunião de Quadros, reunindo dirigentes e membros da organização para discutir questões internas e desafios do país. A carta termina com uma pergunta dirigida ao debate público: pode um secretário-permanente de um ministério participar numa reunião de quadros do partido governante e, no dia seguinte, apresentar-se como agente imparcial de uma Administração Pública que pertence a todos?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão permanece em aberto e coloca no centro da discussão a necessidade de distinguir, na prática, a liberdade de participação política do cidadão e a responsabilidade institucional de quem exerce funções públicas. ( Quaria News)</p>
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		<title>DISCURSO DE CHAPO EM CHIMOIO: MUITA PALAVRA, NENHUMA RESPOSTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 05:54:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência da Frelimo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Dique César Inglosse Ouvimos o Presidente da FRELIMO Daniel Chapo na XI Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO em Chimoio. Usou as palavras: resiliência, paz, diálogo, investimento. Palavras bonitas. Mas sobre o que realmente está a doer ao povo, silêncio. Fala de manifestações. Fala de luto. Fala que &#8220;jorrou muito sangue&#8221;. Mas não diz [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Dique César Inglosse</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ouvimos o Presidente da FRELIMO Daniel Chapo na XI Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO em Chimoio. Usou as palavras: resiliência, paz, diálogo, investimento. Palavras bonitas. Mas sobre o que realmente está a doer ao povo, silêncio. Fala de manifestações. Fala de luto. Fala que &#8220;jorrou muito sangue&#8221;. Mas não diz quem matou.  Afinal quem matou? Pelo que sabemos o povo não tinha nenhuma arma. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A única arma que o povo tinha era exigir a reposição da verdade eleitoral. E manifestar é um direito.  Neste caso o povo foi recebido com balas verdadeiras. Usaram todos os meios de guerra para reprimir o povo e mataram. É uma vergonha apontar o dedo a alguém que não tinha arma.  Quando diz que está firme em garantir a ordem, me convenceria se acabasse com a insurgência em Cabo Delgado. O povo não é insurgente.  O VM7 apareceu como uma ponte para salvar este povo moçambicano por causa do cansaço dos abusos praticados por este regime. O povo estava cansado. O povo foi para a rua por cansaço, não por vandalismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já dizia Samora Machel: quando um Governo aponta a arma ao seu povo, o Governo já caiu ( perdeu o poder). O Daniel Chapo reduziu tudo a &#8220;violência injustificada protagonizada por agentes contrários ao interesse nacional&#8221;. Isso não é resposta. O povo quer nome. O povo quer responsabilização. O povo quer saber quem deu a ordem para disparar.Falar de paz num palanque vermelho com segurança é fácil. Difícil é falar de paz quando as mães ainda choram os filhos. Difícil é falar de confiança quando a confiança do povo foi quebrada a tiro.Senhor Presidente, o país não precisa de mais retórica. Precisa de verdade sobre as mortes. Precisa de coragem para dizer quem matou. Precisa de ações, não de adjetivos.Porque se depois de tudo que aconteceu o único que ficou foi &#8220;paz, diálogo e investimento&#8221;, então o discurso foi em vão. E o sangue também.O povo ouviu. E o povo entendeu: não disseram nada.</p>
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		<title>Daniel Chapo apela à união nacional para garantir paz e desenvolvimento!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 05:49:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência da Frelimo]]></category>
		<category><![CDATA[Presidente Daniel Chapo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, apelou este domingo aos moçambicanos para reforçarem o compromisso com a defesa da paz, da segurança e da unidade nacional, considerando estes princípios essenciais para o desenvolvimento e para a construção de um país mais próspero. Durante uma intervenção na cidade de Chimoio, província de Manica, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O Presidente da República e da Frelimo, Daniel Chapo, apelou este domingo aos moçambicanos para reforçarem o compromisso com a defesa da paz, da segurança e da unidade nacional, considerando estes princípios essenciais para o desenvolvimento e para a construção de um país mais próspero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante uma intervenção na cidade de Chimoio, província de Manica, o Chefe do Estado destacou que a preservação da paz não deve ser vista apenas como responsabilidade das instituições do Estado, mas como um compromisso colectivo de todos os cidadãos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Daniel Chapo, a estabilidade do país é fundamental para criar um ambiente favorável à atracção de investimentos, estimular o crescimento económico e contribuir para a melhoria das condições de vida da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, o Presidente defendeu igualmente a necessidade de os moçambicanos permanecerem unidos na promoção da convivência pacífica e na prevenção de ameaças capazes de comprometer a segurança e a estabilidade nacional.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img fetchpriority="high" width="720" height="540"  alt="" class="wp-image-3074"/ loading="eager" fetchpriority="high" decoding="async" src="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122.jpg" srcset="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122.jpg 720w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-300x225.jpg 300w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-560x420.jpg 560w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-80x60.jpg 80w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-100x75.jpg 100w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-180x135.jpg 180w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-238x178.jpg 238w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-640x480.jpg 640w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000942122-681x511.jpg 681w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Para Chapo, a unidade nacional continua a constituir um dos principais pilares para enfrentar os desafios que o país atravessa e criar condições para um futuro de progresso e desenvolvimento para as próximas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O apelo surge num contexto em que o Governo tem vindo a reiterar que a paz, a segurança e a estabilidade são condições indispensáveis para o desenvolvimento económico e social de Moçambique.</p>
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		<title>Domingos Tivane rompe o silêncio e exige que a Frelimo explique corrupção e afastamento de dirigentes!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 05:40:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Política e Sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência da Frelimo]]></category>
		<category><![CDATA[Domingos Tivane]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A 11.ª Conferência de Quadros da Frelimo, que decorre desde a última sexta-feira na cidade de Chimoio, ganhou contornos de forte debate interno depois de Domingos Tivane, antigo director nacional das Alfândegas e fundador da UniTiva, questionar abertamente a forma como o partido tem lidado com casos de corrupção, arrogância e afastamento de dirigentes. Entretanto, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph"> A 11.ª Conferência de Quadros da Frelimo, que decorre desde a última sexta-feira na cidade de Chimoio, ganhou contornos de forte debate interno depois de Domingos Tivane, antigo director nacional das Alfândegas e fundador da UniTiva, questionar abertamente a forma como o partido tem lidado com casos de corrupção, arrogância e afastamento de dirigentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entretanto, perante membros da Comissão Política e outros quadros do partido, Tivane defendeu que a Frelimo deve abandonar aquilo que considera ser uma cultura de silêncio e de falta de responsabilização, sobretudo quando estão em causa dirigentes acusados de comportamentos que prejudicam a imagem da organização. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modo, na sua intervenção, o antigo dirigente das Alfândegas chegou a observar que, se questões relacionadas com corrupção e arrogância não constituíssem problemas dentro do partido, a conferência poderia ter terminado mais cedo, permitindo aos participantes concentrar-se exclusivamente nos assuntos ligados ao desenvolvimento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, um dos pontos mais sensíveis levantados por Tivane esteve relacionado com a comunicação sobre a saída de dirigentes. O veterano criticou o uso recorrente da expressão “renunciou” para justificar o afastamento de determinados quadros, defendendo que o partido deve apresentar aos cidadãos as verdadeiras razões quando existirem elementos que sustentem a decisão. Entretanto, para Tivane, casos de incompetência, corrupção ou outras condutas consideradas inadequadas não devem ser escondidos atrás de explicações vagas. Segundo ele, havendo evidências, a sociedade deve ser informada sobre os motivos que levaram à retirada de determinado dirigente.“Vamos acabar com isso. Vamos informar ao povo porque é que tiramos este dirigente, se for o caso, e houver evidências”, afirmou.O antigo director nacional das Alfândegas recorreu ainda à sua experiência no passado para defender uma maior abertura no tratamento de comportamentos considerados desviantes.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> Outrossim, segundo recordou, anteriormente determinados casos eram discutidos dentro do partido e, quando necessário, tornados públicos. Na perspectiva de Tivane, recuperar essa prática poderia contribuir para reforçar a responsabilização dos dirigentes e reconstruir a confiança dos cidadãos na organização política e renovação na liderança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> A intervenção não se limitou às questões de corrupção e transparência. Domingos Tivane também defendeu uma renovação geracional na estrutura dirigente da Frelimo. Entretanto, o veterano considerou que quadros com maior experiência, incluindo ele próprio, devem assumir cada vez mais um papel de aconselhamento, criando espaço para que uma nova geração passe a ocupar posições de maior destaque na condução do partido e na governação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As declarações colocaram no centro da conferência temas particularmente delicados para a Frelimo: corrupção, transparência, responsabilização, renovação dos quadros e confiança dos cidadãos. Ao levar essas questões para dentro de uma das principais reuniões da estrutura partidária, Domingos Tivane transformou a sua intervenção num apelo directo à mudança de práticas e à maior abertura na relação entre o partido, os seus dirigentes e a sociedade.A mensagem deixada em Chimoio é clara: para recuperar a confiança pública, a Frelimo terá de enfrentar os seus próprios problemas com maior transparência e explicar aos cidadãos as decisões tomadas em relação aos seus dirigentes. ( Quaria News)</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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