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O SISTEMA DEMOCRÁTICO FALHADO NA PRM, PROCURADORIA E TRIBUNAIS EM MOÇAMBIQUECANO: ACTIVISTA JOTA PACHONEIA

DEMOCRACIA DE NOME, REPRESSÃO DE FACTO

Moçambique consagra na Constituição a democracia, a liberdade de expressão e a independência dos tribunais. Na prática, o que vemos é um sistema onde quem denuncia o crime vira criminoso, e quem comete o crime fica impune. As três instituições que deviam garantir a lei e a ordem PRM, Procuradoria e Tribunais estão a funcionar como instrumentos de silenciamento político e não como garantes de justiça.

COMO O SISTEMA FALHOU NAS SUAS FUNÇÕES

Instituição Função Constitucional O que acontece na prática PRM – Polícia da República de Moçambique Garantir segurança, cumprir a lei, proteger o cidadão. É usada para intimidar, deter e criminalizar activistas, jornalistas e vozes críticas. Age por ordens políticas, não pela lei. Procuradoria Ministério Público Defender a legalidade, investigar crimes, acusar selecciona casos. Cala-se perante crimes de poderosos e acelera processos contra quem denuncia. Perdeu a independência. Tribunais Julgar com imparcialidade, garantir devido processo legal. Sofrem pressões políticas. Há silêncio cúmplice, atrasos e decisões que protegem o regime e não o cidadão.Quando as 3 falham juntas, temos um Estado que pune a verdade e premia o silêncio.

O CASO CONCRETO: JOTA PACHONEIA – ACTIVISTA SOCIAL DE NAMPULA

Quem é Jota Pachoneia? É um activista social e defensor dos direitos humanos em Nampula. O seu trabalho é denunciar publicamente e de forma imediata as falhas da governação descentralizada, burlas, corrupção e crimes cometidos por funcionários públicos e agentes do Estado. O que aconteceu? Jota Pachoneia foi detido na cidade de Nampula. Segundo relatos, ele e colegas dirigiram-se voluntariamente à 1ª Esquadra da PRM para seguir os parâmetros legais e prestar esclarecimentos. Em vez de ser ouvido como cidadão, foi tratado como inimigo. Até hoje encontra-se detido ilegalmente. Os sinais da falha do sistema:1. Silêncio do Governo Provincial : Nem o Governador, nem o Secretário de Estado se pronunciaram.2. Silêncio do Comando Provincial da PRM : Não há esclarecimento público sobre os motivos legais da detenção.3. Silêncio dos Tribunais e Procuradoria: Juízes, procuradores e chefes envolvidos no esquema preferem o silêncio.4. Criminalização da denúncia: Por denunciar falhas do regime, Jota passou de defensor de direitos humanos a “alvo” do sistema.Para os opressores, a prisão de um activista é motivo de festa. Porque cada voz calada é mais espaço para continuar com as burlas e o esquema sangrento. 4. EXPLICAÇÃO: PORQUÊ ISTO É UM SINTOMA DE FALHA DEMOCRÁTICAUma democracia saudável protege quem denuncia. Num sistema falhado, acontece o contrário:1. Inversão de valores: O denunciante é preso e o denunciado é protegido.2. Falta de devido processo : Detenções sem acusação formal clara, sem acesso a advogado, sem prazos.3. Justiça selectiva: A lei só funciona para os fracos. Para os poderosos há impunidade.4. Medo como política de Estado: Prender 1 activista serve para calar 1000 cidadãos. 5. CONCLUSÃO: O QUE ESTÁ EM JOGOO caso Jota Pachoneia não é só sobre 1 homem. É sobre todos nós. É a prova de que em Moçambique denunciar falhas de governação virou crime.Enquanto a PRM, a Procuradoria e os Tribunais continuarem a servir o regime e não a Constituição, não teremos democracia. Teremos medo institucionalizado. Exigimos:1. Liberdade imediata de Jota Pachoneia ou apresentação de acusação legal com provas.2. Pronunciamento público do Governo Provincial de Nampula e do Comando da PRM.3. Investigação independente sobre as denúncias feitas por Jota.4. Reformas urgentes para garantir independência real da Justiça. Um país não se desenvolve prendendo quem fala. Desenvolve ouvindo quem alerta.Maputo, 10 de Setembro de 2026 ” Ideólogo politico: Martins Noronha”

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