13 de Setembro de 2026 — O activista de direitos humanos, Prof. Adriano Nuvunga, questiona a segurança operacional dos dois aviões Embraer adquiridos para a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e exige ao Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) esclarecimentos sobre as condições de aeronavegabilidade das aeronaves.Numa carta pública dirigida ao IACM, Nuvunga afirma que os Embraer, apresentados como uma solução para a recuperação da LAM, passam mais tempo no hangar, em sucessivas reparações, do que em operação.
O activista considera que a situação levanta preocupações sobre a segurança dos passageiros e a gestão da companhia aérea.A carta faz referência ao episódio ocorrido no sábado, 12 de Setembro, envolvendo as duas aeronaves. Segundo o documento, o Embraer denominado “Limpopo” saiu do hangar e chegou à pista, mas não chegou a levantar voo. Já o “Zambeze” teria ficado retido em Dar es Salaam, na Tanzânia, alegadamente por falta de dinheiro da LAM para o pagamento do combustível.O activista questiona ainda a sustentabilidade financeira da companhia, confrontando a situação operacional dos aviões com os anúncios de lucros de cinco mil milhões de meticais atribuídos à LAM.
Exigência de transparênciaNa carta, Adriano Nuvunga solicita ao IACM informações sobre uma eventual inspecção técnica independente aos dois Embraer. Questiona também se o instituto pode tornar públicos os certificados de aeronavegabilidade, os históricos de avarias e manutenção, bem como os relatórios que autorizaram a entrada das aeronaves em operação.
O documento levanta igualmente preocupações sobre alegadas denúncias de corrupção relacionadas com a aquisição dos aviões, mencionando o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), o Tribunal Administrativo e o Provedor de Justiça.“Até quando os moçambicanos continuarão a servir de passageiros experimentais de aeronaves-sucata, compradas a preço de aviões de qualidade?”, questiona o activista no final da carta.As alegações apresentadas na carta são de autoria de Adriano Nuvunga e carecem de confirmação independente.
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