Agentes da PRM na província da Zambézia, CENTRO DE Moçambique, não apenas são bons em lançar gás lacrimogéneo contra jornalistas e membros e simpatizantes de um partido político, mas também de envolvimento em supostos roubos e negócios ilícitos com minerais.
A título de exemplo, desde esta quarta-feira (19), circulam informações indicando que o Comandante Distrital da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Chinde, encontra-se detido em Mocuba, depois de ter sido localizado numa residência onde decorria uma operação relacionada com o processamento e comercialização de tantalite.
A detenção confirme sabe Querianews, ocorreu na segunda-feira, 17 de agosto, durante uma operação realizada por agentes da PRM e fiscais da Autoridade Tributária, no âmbito de uma ordem judicial destinada à apreensão de recursos minerais numa residência situada no bairro Aeroporto, em arredores da cidade de Mocuba.
No imóvel, os agentes encontraram um cidadão de nacionalidade chinesa, apontado como responsável pelo processamento da tantalite, além do comandante policial e de um cidadão português, sendo que os três acabaram detidos para averiguações.
Segundo o que até aqui se sabe, o cidadão chinês supostamente possuía autorização para apenas a comercialização do mineral, mas nunca foi autorizado a efectuar o processamento de tantalite.
Com o comandante de Chinde é os seus parceiros de negócios, foram igualmente recuperados 51 toneladas de tantalite, bem como 9.600 dólares norte-americanos e mais de um milhão de meticais.
O caso ganhou maior gravidade após, no dia seguinte à apreensão, ter sido detectada a falta de parte do dinheiro que se encontrava sob custódia das autoridades, sendo que teriam desaparecido aproximadamente 975.300 meticais e 600 dólares, facto que levou ao alargamento das suspeitas e à inclusão de acusações relacionadas com furto agravado e associação criminosa.
De acordo com informações disponíveis, a presença do comandante distrital de Chinde no local surpreendeu ao seu admirador que sabe que foi despedido pelo seu colega que ia a Mocuba para gozar férias.
Provavelmente, as suspeitas que recaem sobre os envolvidos podem ser a exploração ilegal de recursos minerais, furto agravado e associação criminosa. No entanto, a existência das acusações não significa, por si só, que os suspeitos tenham sido considerados culpados.
Neste momento, as autoridades continuam a investigar sendo que a responsabilidade criminal deverá ser determinada pelas autoridades competentes no decurso do processo.
Entretanto, até ao final desta quarta-feira, a PRM na Zambézia ainda não apresentou publicamente todos os detalhes da ocorrência. Tratar-se de mais uma posição de tentativa de proteger o colega conforme considera alguma correcção de opinião.
Enquanto decorrem as investigações, cidadãos da província da Zambézia esperam por esclarecer a origem exacta da tantalite apreendida, a legalidade do seu processamento, a relação entre os três detidos e, sobretudo, as circunstâncias em que parte do dinheiro apreendido desapareceu. (Atlas Orion)





