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	<title>Artigo de opinião Archives - A verdade sempre prevalece</title>
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	<lastBuildDate>Thu, 03 Sep 2026 07:42:56 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Artigo de opinião Archives - A verdade sempre prevalece</title>
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	<item>
		<title>CARTA ABERTA AO COMANDO PROVINCIAL DA PRM DE GAZA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 07:24:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[PRM]]></category>
		<category><![CDATA[PRM Gaza]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>À S. Excia SrComandante Provincial da PRM de GazaXai-Xai Assunto: Sobre a directiva que proíbe agentes fardados de pedir boleia no trajecto casa-serviço Excelência, Antes de mais, queremos manifestar o nosso respeito pela directiva recentemente emitida por este Comando Provincial, que proíbe os membros da Polícia da República de Moçambique de solicitarem boleia enquanto se [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">À S. Excia Sr<br>Comandante Provincial da PRM de Gaza<br>Xai-Xai</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assunto: Sobre a directiva que proíbe agentes fardados de pedir boleia no trajecto casa-serviço</p>



<p class="wp-block-paragraph">Excelência,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais, queremos manifestar o nosso respeito pela directiva recentemente emitida por este Comando Provincial, que proíbe os membros da Polícia da República de Moçambique de solicitarem boleia enquanto se deslocam, fardados, entre as suas residências e os respectivos locais de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreendemos a preocupação que está por detrás desta orientação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A farda da PRM representa a autoridade do Estado, a responsabilidade e a confiança que a sociedade deposita na Polícia. Por isso, entendemos que todo membro da corporação deve preservar, em todas as circunstâncias, a honra, o prestígio, a dignidade e a boa imagem da instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa preocupação, Excelência, não é questionar a importância da disciplina, nem colocar em causa o cumprimento das orientações superiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É precisamente porque reconhecemos a importância da disciplina, da prontidão e da imagem da PRM que sentimos a necessidade de expor, com humildade e sentido de responsabilidade, uma realidade que afecta muitos colegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para vários membros da PRM colocados na Cidade de Xai-Xai, o percurso entre casa e serviço não é simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há colegas que, por razões familiares, económicas, de colocação ou pela indisponibilidade de habitação na cidade, residem em Macia, Bilene, Chókwè, Chibuto, Mandlakazi e noutras localidades da Província de Gaza. Todos os dias, esses colegas enfrentam longas distâncias e elevados custos de transporte apenas para poderem apresentar-se ao serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o subsídio de transporte actualmente disponível não acompanha a realidade dos custos diários suportados por quem vive fora da cidade e trabalha na sede provincial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é aqui, Excelência, que surge a nossa preocupação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 85.º, n.º 1, da Constituição da República de Moçambique reconhece o direito de todo trabalhador a uma justa remuneração, ao descanso, às férias e à reforma, nos termos da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entendemos que as condições materiais que permitem ao trabalhador, neste caso o agente do Estado, chegar ao seu local de trabalho com regularidade, dignidade e pontualidade também merecem a devida atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um membro não dispõe de meios suficientes para suportar diariamente o custo da deslocação, acaba por enfrentar uma situação difícil: ou assume despesas que ultrapassam as suas possibilidades, ou corre o risco de chegar atrasado, ou procura alternativas que podem ser consideradas incompatíveis com as orientações institucionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum agente deve ser colocado perante a escolha entre cumprir uma ordem e conseguir, simplesmente, chegar ao seu posto de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, Excelência, esta carta não pretende defender a indisciplina nem normalizar comportamentos que possam prejudicar a imagem da PRM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pretende, acima de tudo, chamar a atenção para uma realidade humana que existe no terreno e que merece ser analisada juntamente com a exigência disciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No exercício do direito de petição, queixa e reclamação consagrado no artigo 79.º da Constituição da República de Moçambique, apresentamos respeitosamente esta preocupação e solicitamos que sejam ponderadas soluções que permitam conciliar a disciplina institucional com as condições reais enfrentadas pelo efectivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, sugerimos humildemente a consideração das seguintes medidas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Reforço ou reajuste do subsídio de transporte<br>Que seja estudada a possibilidade de reforçar ou reajustar o apoio destinado à deslocação dos membros que comprovadamente residem em outros distritos ou localidades e trabalham na Cidade de Xai-Xai, tendo em conta as distâncias e os custos efectivos de transporte.</li>



<li>Criação de um sistema de transporte colectivo institucional<br>Que, sempre que possível, sejam estudadas soluções de transporte colectivo para o encaminhamento do efectivo nas rotas com maior número de membros que diariamente se deslocam para a sede provincial.<br>Uma medida desta natureza poderia contribuir não apenas para a pontualidade, mas também para a redução das dificuldades enfrentadas pelos colegas e para o reforço da prontidão operacional.</li>



<li>Estudo de soluções excepcionais e devidamente controladas<br>Que, em situações específicas e mediante critérios previamente definidos pela instituição, possa ser estudada a criação de mecanismos institucionais de apoio à deslocação do efectivo nas zonas e rotas consideradas prioritárias.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Excelência,</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disciplina é um dos pilares fundamentais da Polícia da República de Moçambique. Nenhum de nós pretende colocar esse princípio em causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas acreditamos igualmente que uma disciplina forte se constrói com exigência, orientação e compreensão das condições reais em que os membros trabalham e vivem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O agente que consegue chegar ao serviço com dignidade, tranquilidade e condições mínimas de deslocação estará também em melhores condições para servir a instituição e a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é, por isso, uma exposição feita com respeito, espírito construtivo e sentido de pertença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não escrevemos contra a directiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrevemos na esperança de que, juntamente com a sua aplicação, possam também ser encontradas soluções para os colegas que diariamente percorrem longas distâncias apenas para cumprir uma missão: servir a Polícia da República de Moçambique e o povo moçambicano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reiteramos o nosso compromisso com o cumprimento das ordens, com a disciplina, com a prontidão operacional e com a preservação da honra e do prestígio da PRM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confiamos na habitual sensibilidade e espírito de liderança de Vossa Excelência para apreciar esta preocupação e, dentro das possibilidades institucionais, ponderar soluções adequadas à realidade do efectivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela Lei e pela Ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Respeitosamente,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Agentes da PRM de Gaza</p>



<p class="wp-block-paragraph">Xai-Xai, 02 de Setembro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">CARTA ABERTA AO COMANDO PROVINCIAL DA PRM DE GAZA</p>



<p class="wp-block-paragraph">À S. Excia Sr<br>Comandante Provincial da PRM de Gaza<br>Xai-Xai</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assunto: Sobre a directiva que proíbe agentes fardados de pedir boleia no trajecto casa-serviço</p>



<p class="wp-block-paragraph">Excelência,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Antes de mais, queremos manifestar o nosso respeito pela directiva recentemente emitida por este Comando Provincial, que proíbe os membros da Polícia da República de Moçambique de solicitarem boleia enquanto se deslocam, fardados, entre as suas residências e os respectivos locais de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Compreendemos a preocupação que está por detrás desta orientação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A farda da PRM representa a autoridade do Estado, a responsabilidade e a confiança que a sociedade deposita na Polícia. Por isso, entendemos que todo membro da corporação deve preservar, em todas as circunstâncias, a honra, o prestígio, a dignidade e a boa imagem da instituição.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa preocupação, Excelência, não é questionar a importância da disciplina, nem colocar em causa o cumprimento das orientações superiores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo contrário.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É precisamente porque reconhecemos a importância da disciplina, da prontidão e da imagem da PRM que sentimos a necessidade de expor, com humildade e sentido de responsabilidade, uma realidade que afecta muitos colegas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para vários membros da PRM colocados na Cidade de Xai-Xai, o percurso entre casa e serviço não é simples.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há colegas que, por razões familiares, económicas, de colocação ou pela indisponibilidade de habitação na cidade, residem em Macia, Bilene, Chókwè, Chibuto, Mandlakazi e noutras localidades da Província de Gaza. Todos os dias, esses colegas enfrentam longas distâncias e elevados custos de transporte apenas para poderem apresentar-se ao serviço.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática, o subsídio de transporte actualmente disponível não acompanha a realidade dos custos diários suportados por quem vive fora da cidade e trabalha na sede provincial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E é aqui, Excelência, que surge a nossa preocupação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O artigo 85.º, n.º 1, da Constituição da República de Moçambique reconhece o direito de todo trabalhador a uma justa remuneração, ao descanso, às férias e à reforma, nos termos da lei.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entendemos que as condições materiais que permitem ao trabalhador, neste caso o agente do Estado, chegar ao seu local de trabalho com regularidade, dignidade e pontualidade também merecem a devida atenção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando um membro não dispõe de meios suficientes para suportar diariamente o custo da deslocação, acaba por enfrentar uma situação difícil: ou assume despesas que ultrapassam as suas possibilidades, ou corre o risco de chegar atrasado, ou procura alternativas que podem ser consideradas incompatíveis com as orientações institucionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nenhum agente deve ser colocado perante a escolha entre cumprir uma ordem e conseguir, simplesmente, chegar ao seu posto de trabalho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, Excelência, esta carta não pretende defender a indisciplina nem normalizar comportamentos que possam prejudicar a imagem da PRM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pretende, acima de tudo, chamar a atenção para uma realidade humana que existe no terreno e que merece ser analisada juntamente com a exigência disciplinar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No exercício do direito de petição, queixa e reclamação consagrado no artigo 79.º da Constituição da República de Moçambique, apresentamos respeitosamente esta preocupação e solicitamos que sejam ponderadas soluções que permitam conciliar a disciplina institucional com as condições reais enfrentadas pelo efectivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse sentido, sugerimos humildemente a consideração das seguintes medidas:</p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Reforço ou reajuste do subsídio de transporte<br>Que seja estudada a possibilidade de reforçar ou reajustar o apoio destinado à deslocação dos membros que comprovadamente residem em outros distritos ou localidades e trabalham na Cidade de Xai-Xai, tendo em conta as distâncias e os custos efectivos de transporte.</li>



<li>Criação de um sistema de transporte colectivo institucional<br>Que, sempre que possível, sejam estudadas soluções de transporte colectivo para o encaminhamento do efectivo nas rotas com maior número de membros que diariamente se deslocam para a sede provincial.<br>Uma medida desta natureza poderia contribuir não apenas para a pontualidade, mas também para a redução das dificuldades enfrentadas pelos colegas e para o reforço da prontidão operacional.</li>



<li>Estudo de soluções excepcionais e devidamente controladas<br>Que, em situações específicas e mediante critérios previamente definidos pela instituição, possa ser estudada a criação de mecanismos institucionais de apoio à deslocação do efectivo nas zonas e rotas consideradas prioritárias.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Excelência,</p>



<p class="wp-block-paragraph">A disciplina é um dos pilares fundamentais da Polícia da República de Moçambique. Nenhum de nós pretende colocar esse princípio em causa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas acreditamos igualmente que uma disciplina forte se constrói com exigência, orientação e compreensão das condições reais em que os membros trabalham e vivem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O agente que consegue chegar ao serviço com dignidade, tranquilidade e condições mínimas de deslocação estará também em melhores condições para servir a instituição e a população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é, por isso, uma exposição feita com respeito, espírito construtivo e sentido de pertença.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não escrevemos contra a directiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Escrevemos na esperança de que, juntamente com a sua aplicação, possam também ser encontradas soluções para os colegas que diariamente percorrem longas distâncias apenas para cumprir uma missão: servir a Polícia da República de Moçambique e o povo moçambicano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Reiteramos o nosso compromisso com o cumprimento das ordens, com a disciplina, com a prontidão operacional e com a preservação da honra e do prestígio da PRM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Confiamos na habitual sensibilidade e espírito de liderança de Vossa Excelência para apreciar esta preocupação e, dentro das possibilidades institucionais, ponderar soluções adequadas à realidade do efectivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pela Lei e pela Ordem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Respeitosamente,</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Agentes da PRM de Gaza</p>



<p class="wp-block-paragraph">Xai-Xai, 02 de Setembro de 2026</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quaria News</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Quando a política fala mais alto que o interesse das crianças</title>
		<link>https://quarianews.com/quando-a-politica-fala-mais-alto-que-o-interesse-das-criancas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 13:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Francisco Langa Na província da Zambézia, surge uma situação que merece reflexão: o Governo rejeita, ou pelo menos não coloca em funcionamento, uma escola construída por iniciativa do edil de Quelimane, Manuel de Araújo. Trata-se de uma infraestrutura cuja construção, segundo as informações disponíveis, não foi financiada directamente pelo Governo. Depois de concluída, a [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Francisco Langa</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na província da Zambézia, surge uma situação que merece reflexão: o Governo rejeita, ou pelo menos não coloca em funcionamento, uma escola construída por iniciativa do edil de Quelimane, Manuel de Araújo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma infraestrutura cuja construção, segundo as informações disponíveis, não foi financiada directamente pelo Governo. Depois de concluída, a escola teria sido entregue ao Governo Provincial para que pudesse ser utilizada em benefício da população.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a pergunta que fica é simples: por que razão uma escola construída para servir as crianças continua sem ser utilizada, enquanto há alunos a estudar ao relento?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Afinal, a política em Moçambique não deveria ter como principal objectivo servir o cidadão?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente da cor partidária de quem constrói uma escola, o mais importante deveria ser o benefício que essa infraestrutura representa para a comunidade. Se uma criança pode deixar de estudar debaixo do sol ou da chuva porque existe uma sala de aulas disponível, então essa sala deve ser utilizada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" width="859" height="1024"  alt="" class="wp-image-3120"/ loading="eager" fetchpriority="high" decoding="async" src="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631-859x1024.png" srcset="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631-859x1024.png 859w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631-252x300.png 252w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631-768x915.png 768w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631-353x420.png 353w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631-640x763.png 640w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631-681x811.png 681w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000945631.png 1149w" sizes="(max-width: 859px) 100vw, 859px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Não deveria importar quem colocou os tijolos, quem financiou a obra ou quem cortou a fita. Importa que as crianças tenham um lugar digno para estudar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, faço um apelo ao Governo Central para que reavalie esta situação e procure compreender por que razão o esforço realizado por Manuel de Araújo não está a produzir o benefício público para o qual a escola foi construída.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moçambique tem enfrentado diversos casos e denúncias relacionados com o uso indevido de recursos públicos. Temos acompanhado polémicas envolvendo instituições do Estado, incluindo o INSS e a LAM, entre outras situações que levantam sérias questões sobre a gestão do dinheiro público.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando surgem alegações de desvios de fundos e utilização de recursos para benefícios particulares, a sociedade pergunta-se: por que é tão difícil transformar recursos em escolas, hospitais, estradas e outros bens que beneficiem directamente o cidadão?</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente por isso que iniciativas destinadas ao interesse público devem ser valorizadas, independentemente de quem as promove.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma escola não deve ser vista como propriedade de um partido político. Uma escola pertence à comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se Manuel de Araújo construiu uma infraestrutura para beneficiar crianças, o gesto deve ser reconhecido pelo seu valor social, e não transformado numa disputa política.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não podemos permitir que a rivalidade política seja colocada acima do futuro das nossas crianças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a escola está pronta, se pode ser utilizada e se existem crianças a estudar ao relento, então o lugar dessa escola é aberta e cheia de alunos — não fechada por razões políticas ou administrativas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cidadão não quer saber quem ganhou a disputa política. Quer saber quem vai resolver o problema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Que o Governo Provincial e o Governo Central olhem para esta questão com responsabilidade e coloquem o interesse público acima das diferenças partidárias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Bem-haja, Sr. Manuel de Araújo, por pensar nas crianças. Que a política não transforme uma boa iniciativa numa oportunidade perdida. (Francisco Langa)</p>
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		<item>
		<title>O SÍMBOLO DA CAMPANHA NACIONAL DO PARTIDO ANAMOLA CONTRA PERSEGUIÇÃO POLÍTICA SEGUE EM MARCHA!</title>
		<link>https://quarianews.com/o-simbolo-da-campanha-nacional-do-partido-anamola-contra-perseguicao-politica-segue-em-marcha/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 15:57:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Halia Balata No âmbito da mobilização da campanha contra intolerância e perseguição política, o partido Anamola continua gritando por socorro em todo território Nacional. Uma questão sonante que exige resposta: QUEM MANDOU MATAR ANSELMO? O símbolo partiu da cidade de Maputo no dia 14 de Agosto e percorreu a província de Maputo, passando pelos [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"> Por: Halia Balata</p>



<p class="wp-block-paragraph">No âmbito da mobilização da campanha contra intolerância e perseguição política, o partido Anamola continua gritando por socorro em todo território Nacional. Uma questão sonante que exige resposta: QUEM MANDOU MATAR ANSELMO? O símbolo partiu da cidade de Maputo no dia 14 de Agosto e percorreu a província de Maputo, passando pelos distritos de Marracuene e Manhiça entre os dias 15 e 18 do mesmo mês, onde seguiu para a província de Gaza que por sua vez foi entregue à província de Inhambane, tendo percorrido vários pontos e chegou a cidade de Maxixe.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" width="768" height="1024"  alt="" class="wp-image-3097"/ loading="lazy" decoding="async" src="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351-768x1024.jpg" srcset="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351-768x1024.jpg 768w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351-225x300.jpg 225w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351-1152x1536.jpg 1152w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351-315x420.jpg 315w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351-640x853.jpg 640w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351-681x908.jpg 681w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000943351.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 768px) 100vw, 768px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph"> Este é o banner do clamor por justiça pela vida dos membros do partido que vem sendo perseguidos e mortos por pertencer o Anamola. Por conta disso, o assassinato de Anselmo em Chimoio está gravado na mente dos moçambicanos. Por isso continuamos questionando: QUEM MANDOU MATAR ANSELMO? Diz Lino Sumbane, director da informação do partido em inhambane. Seguiremos a marcha gritando o mais alto para que o mundo saiba as injustiças que estamos a passar. (Halia Balata).        </p>
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		<title>QUANDO O PRESIDENTE URINA NO TÚMULO DO ANSELMO!</title>
		<link>https://quarianews.com/quando-o-presidente-urina-no-tumulo-do-anselmo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 06:02:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Solomon Mondlane Na XI Conferência Nacional de Quadros da Frelimo que decorre em Chimoio, o Presidente Daniel Chapo subiu ao pódio de vermelho. Falou de &#8220;paz&#8221;, de &#8220;diálogo inclusivo&#8221; e da &#8220;resiliência do povo moçambicano&#8221;. Mas &#8220;diálogo inclusivo&#8221; não tem nenhum significado na cabeça dele, e &#8220;resiliência&#8221; na realidade dele significa pôr a UIR [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Solomon Mondlane</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na XI Conferência Nacional de Quadros da Frelimo que decorre em Chimoio, o Presidente Daniel Chapo subiu ao pódio de vermelho. Falou de &#8220;paz&#8221;, de &#8220;diálogo inclusivo&#8221; e da &#8220;resiliência do povo moçambicano&#8221;. Mas &#8220;diálogo inclusivo&#8221; não tem nenhum significado na cabeça dele, e &#8220;resiliência&#8221; na realidade dele significa pôr a UIR e a PRM contra cidadãos inocentes, as mesmas pessoas que dizem ter votado neles. Houve uma palavra que ele não disse: Anselmo. Não disse o nome de Anselmo Vicente, Coordenador do ANAMOLA, morto a tiro quando regressava de uma reunião política na mesma cidade, no dia 9 de Maio. Não disse os nomes dos 56 Coordenadores do ANAMOLA mortos no último ano.  Não disse &#8220;quem deu a ordem para matar&#8221;. Esse silêncio grita mais alto do que qualquer discurso. É um dedo do meio à família do Anselmo. É urinar no túmulo dele. É usar o palco da Frelimo para mentir e manipular a mente das pessoas, enquanto o sangue ainda está fresco no chão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">1. MENTIRAS PARA ESCONDER OS CRIMES:  Num vídeo que circula nas redes sociais, parte do seu discurso, Chapo falou de violência eleitoral injustificada 2024-2025, perpetrada por agentes contrários ao interesse nacional.  Falou de &#8220;diálogo inclusivo orientado para a reconciliação nacional. Mas omite quem matou. Omite quem deu as ordens. Omite que a violência não veio de agentes abstratos. Veio de um sistema que prende, intimida e mata quem ousa contestar as eleições. É importante falar da guerra em Cabo Delgado. Os nossos irmãos e irmãs lá merecem verdade, paz e justiça.  Mas Chapo não vai dizer a verdade. Ele usa Cabo Delgado como frase de discurso, enquanto a Frelimo beneficia do caos: contratos, negócios de segurança e saque dos nossos recursos continuam, enquanto a guerra se arrasta.  </p>



<p class="wp-block-paragraph">Fica bem falar da guerra em Cabo Delgado e prometer soluções para uma crise que a própria Frelimo começou na nossa província.  Mas ele ignora a guerra que o próprio partido declarou aqui mesmo, contra eleitores, contra coordenadores, contra quem ousou questionar o poder em 2024. Em vez de focar na verdade eleitoral e em como chegou ao poder, Chapo distorce os factos. Fala de paz em Cabo Delgado, mas cala-se sobre o sangue nas nossas ruas e nos nossos bairros aqui no resto do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. UMA VERGONHA PARA EDUARDO MONDLANE E OS FUNDADORES:  Eduardo Mondlane fundou a Frelimo para libertar e para melhorar a vida das gerações vindouras. Os nossos pais e avós pegaram em armas e depois em enxadas com esse sonho. Hoje, a Frelimo do Chapo tornou-se uma ferramenta usada contra essas mesmas gerações. Serve para enriquecer alguns &#8220;barões&#8221;, enquanto os nossos filhos estudam debaixo de árvores e as mães não encontram medicamentos. Falar de &#8220;coesão social&#8221; e &#8220;paz&#8221; na mesma cidade onde um Coordenador da oposição foi executado, sem pedir perdão, sem prometer justiça, é uma vergonha. É uma traição ao legado de Mondlane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. ISTO É SOBRE O POVO, NÃO SOBRE INDIVÍDUOS:  Não se distraiam. Isto não é sobre um líder ou um nome. É perseguição a qualquer moçambicano que pergunta: &#8220;onde foi parar o dinheiro?&#8221;  É perseguição a qualquer professor, médico, jornalista, Coordenador como o Anselmo, que acredita que o voto deve contar.O Chapo pode continuar a fazer discursos. Pode continuar a manipular. Mas o povo já decidiu em 2024 e vai decidir de novo em 2028 e 2029. Quem deve ter medo é ele. Porque cinquenta anos já bastam. QUEM DEU A ORDEM PARA MATAR O ANSELMO?  Enquanto essa pergunta não tiver resposta, nenhum discurso sobre &#8220;paz&#8221; em Chimoio será credível. Revisão: AX7</p>
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		<title>DISCURSO DE CHAPO EM CHIMOIO: MUITA PALAVRA, NENHUMA RESPOSTA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2026 05:54:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Conferência da Frelimo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Dique César Inglosse Ouvimos o Presidente da FRELIMO Daniel Chapo na XI Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO em Chimoio. Usou as palavras: resiliência, paz, diálogo, investimento. Palavras bonitas. Mas sobre o que realmente está a doer ao povo, silêncio. Fala de manifestações. Fala de luto. Fala que &#8220;jorrou muito sangue&#8221;. Mas não diz [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Dique César Inglosse</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ouvimos o Presidente da FRELIMO Daniel Chapo na XI Conferência Nacional de Quadros da FRELIMO em Chimoio. Usou as palavras: resiliência, paz, diálogo, investimento. Palavras bonitas. Mas sobre o que realmente está a doer ao povo, silêncio. Fala de manifestações. Fala de luto. Fala que &#8220;jorrou muito sangue&#8221;. Mas não diz quem matou.  Afinal quem matou? Pelo que sabemos o povo não tinha nenhuma arma. </p>



<p class="wp-block-paragraph">A única arma que o povo tinha era exigir a reposição da verdade eleitoral. E manifestar é um direito.  Neste caso o povo foi recebido com balas verdadeiras. Usaram todos os meios de guerra para reprimir o povo e mataram. É uma vergonha apontar o dedo a alguém que não tinha arma.  Quando diz que está firme em garantir a ordem, me convenceria se acabasse com a insurgência em Cabo Delgado. O povo não é insurgente.  O VM7 apareceu como uma ponte para salvar este povo moçambicano por causa do cansaço dos abusos praticados por este regime. O povo estava cansado. O povo foi para a rua por cansaço, não por vandalismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já dizia Samora Machel: quando um Governo aponta a arma ao seu povo, o Governo já caiu ( perdeu o poder). O Daniel Chapo reduziu tudo a &#8220;violência injustificada protagonizada por agentes contrários ao interesse nacional&#8221;. Isso não é resposta. O povo quer nome. O povo quer responsabilização. O povo quer saber quem deu a ordem para disparar.Falar de paz num palanque vermelho com segurança é fácil. Difícil é falar de paz quando as mães ainda choram os filhos. Difícil é falar de confiança quando a confiança do povo foi quebrada a tiro.Senhor Presidente, o país não precisa de mais retórica. Precisa de verdade sobre as mortes. Precisa de coragem para dizer quem matou. Precisa de ações, não de adjetivos.Porque se depois de tudo que aconteceu o único que ficou foi &#8220;paz, diálogo e investimento&#8221;, então o discurso foi em vão. E o sangue também.O povo ouviu. E o povo entendeu: não disseram nada.</p>
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		<title>REUNIÃO DE QUADROS OU REUNIÃO DE QUADRADOS?</title>
		<link>https://quarianews.com/reuniao-de-quadros-ou-reuniao-de-quadrados/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 22 Aug 2026 15:09:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: AX7 Há reuniões que entram para a história porque nelas se discutem ideias, se confrontam visões e se procuram soluções para os problemas de um povo. E há outras que apenas servem para confirmar uma triste realidade: quando a política deixa de ser serviço público e passa a ser um concurso de lealdades, os [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por:  AX7</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há reuniões que entram para a história porque nelas se discutem ideias, se confrontam visões e se procuram soluções para os problemas de um povo. E há outras que apenas servem para confirmar uma triste realidade: quando a política deixa de ser serviço público e passa a ser um concurso de lealdades, os quadros transformam-se em quadrados.Uma reunião de quadros deveria reunir homens e mulheres capazes de pensar, questionar, discordar e propor. Gente com coluna vertebral, consciência e coragem para dizer ao poder aquilo que o poder nem sempre quer ouvir. Mas quando uma sala se enche de pessoas que aprenderam a sobreviver politicamente dizendo sempre “sim”, aplaudindo tudo, curvando-se perante quem ocupa a cadeira e confundindo lealdade com bajulação, já não estamos perante uma reunião de quadros. Estamos perante uma assembleia de escovinhas e lambe-botas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais triste é quando pessoas que um dia tinham voz, sonhos e convicções acabam por vender a própria consciência em troca de uma cadeira, um cargo, uma viatura, uma nomeação ou qualquer migalha de privilégio. A cadeira torna-se mais importante do que a dignidade. O cargo passa a valer mais do que a verdade. E o silêncio transforma-se numa moeda de troca. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas há uma pergunta que nenhuma cadeira consegue calar para sempre: quanto vale uma posição quando, para ocupá-la, foi necessário vender a própria consciência? Um partido que governa há décadas e que carrega sobre si acusações e denúncias de repressão, perseguição política e violência contra opositores deveria, antes de qualquer reunião, olhar para dentro de si e perguntar: por que razão tantos cidadãos já não acreditam? Por que razão a juventude procura novas alternativas? Por que razão a crítica é tantas vezes tratada como ameaça? Por que razão o poder parece sentir-se mais confortável rodeado de bajuladores do que de pensadores?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Porque um sistema cercado por pessoas que nunca discordam começa a acreditar nas próprias mentiras. O problema não é ter quadros leais. O problema é transformar a lealdade em cegueira. Um verdadeiro quadro partidário não é aquele que aplaude tudo o que vem de cima. É aquele que consegue dizer não quando todos dizem sim; que consegue alertar quando os outros têm medo; que consegue defender o povo mesmo quando isso pode custar-lhe a própria posição. A história raramente é gentil com os que trocaram princípios por privilégios. As cadeiras passam. Os cargos passam. Os governos passam. Os partidos podem mudar. Mas aquilo que cada pessoa fez quando teve poder fica registado na memória colectiva.Por isso, talvez a pergunta mais importante daquela reunião não seja “quantos quadros estavam presentes?” </p>



<p class="wp-block-paragraph">A verdadeira pergunta é:QUANTAS CONSCIÊNCIAS ESTAVAM PRESENTES?Porque um país não precisa de políticos que saibam apenas obedecer. Precisa de cidadãos capazes de pensar. E quando uma reunião de “quadros” já não produz pensamento, coragem, autocrítica e soluções para o povo, talvez seja hora de deixar de lhe chamar reunião de quadros. Talvez seja simplesmente uma reunião de quadrados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AX7</p>
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		<item>
		<title>A MÃO ENFAIXADA E O CARTAZ: O QUE CHAPO ESTÁ A RESPONDER?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 19:13:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Chapo]]></category>
		<category><![CDATA[Fermon Mondlane]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Solomon Mondlane Esta fotografia mostra Fermon Mondlane, um dos mais jovens dirigentes da estrutura do ANAMOLA. A mão direita está enfaixada. No Sábado passado, durante a comemoração do primeiro aniversário do Anamola, foi baleado pelas forças do Estado. Hoje ele está de pé, de fato, com papéis na outra mão, olhando para cima. Logo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Solomon Mondlane</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta fotografia mostra Fermon Mondlane, um dos mais jovens dirigentes da estrutura do ANAMOLA. A mão direita está enfaixada. No Sábado passado, durante a comemoração do primeiro aniversário do Anamola, foi baleado pelas forças do Estado. Hoje ele está de pé, de fato, com papéis na outra mão, olhando para cima. Logo acima dele, no mesmo poste, está pendurado um cartaz eleitoral de 2025 de Daniel Chapo, Presidente da Frelimo e, por inerência, comandante das forças de segurança do Estado. </p>



<p class="wp-block-paragraph">O cartaz diz: 2025. O INICIO DE UMA NOVA ERA. RUMO A INDEPENDÊNCIA ECONOMICA. Ao lado: MILHÕES DE BRAÇOS, UMA SÓ FORÇA! VAMOS VENCER! O contraste é impossível de ignorar. Uma mão enfaixada vinda de uma concentração pública. Um cartaz sorridente a prometer uma nova era. O olhar de um jovem dirigente fixo para cima, como se estivesse a colocar ao homem do cartaz as perguntas a que ninguém no poder responde. Não é apenas a pergunta de Fermon. É a pergunta de milhares de jovens moçambicanos em todo o país, jovens que dizem estar a ser aterrorizados por ousarem organizar-se, falar, reunir-se.</p>



<p class="wp-block-paragraph">AS PERGUNTAS AO PRESIDENTE Chapo,  sobre o sangue nas ruas! </p>



<ol class="wp-block-list">
<li>Senhor Presidente, como é que uma nova era começa com munição real contra jovens que comemoram o seu próprio movimento? Quem deu a ordem no Sábado passado? Haverá uma investigação independente, ou a mão enfaixada de Fermon será o único registo?</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">2. Sobre o direito de existir! O Anamola completou um ano. É crime em Moçambique celebrar o aniversário de um movimento político? Se não é, porque foram destacadas forças do Estado para dispersar a concentração?</p>



<p class="wp-block-paragraph">3. Sobre Independência Económica! O seu cartaz promete independência económica. Como é isso possível quando dirigentes jovens como Fermon não conseguem sequer sair de uma reunião pública sem serem baleados? Que investidores, que empresas, que futuros crescem num clima em que organizar-se custa a saúde?</p>



<p class="wp-block-paragraph">4. Sobre Milhões de Braços, Uma Só Força&#8221;!De que braços está a falar? Dos braços que votam? Dos braços que trabalham? Ou dos braços que disparam? Quando é que uma só força vai incluir os jovens que discordam do senhor?</p>



<p class="wp-block-paragraph">5. Sobre o futuro com que diz sonhar! Fermon é um dos mais jovens dirigentes do ANAMOLA. Cresceu sob governos da Frelimo. Disseram-lhe para estudar, para construir, para participar. Senhor Presidente, que futuro imaginou para ele? E esse futuro inclui olhar para o seu cartaz a partir de um hospital, com uma ligadura e uma pergunta?</p>



<p class="wp-block-paragraph">6. Sobre responsabilização!Enquanto comandante das forças de segurança, assume a responsabilidade política pelo que aconteceu no Sábado passado? Os agentes envolvidos serão identificados, suspensos e julgados? Ou isto vai ser arquivado, como tantos outros casos, em ordem pública?</p>



<p class="wp-block-paragraph">7. Sobre diálogo!O senhor está em cartazes por todo o país. Pode também estar numa sala connosco? Vai reunir-se com o ANAMOLA, com as famílias dos baleados, com os jovens que diz representar em 2025? Sem detenções, sem intimidação? Esta imagem não é apenas sobre um homem e um cartaz. É sobre uma geração que está debaixo de promessas que não escreveu, com feridas que não escolheu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A postura de Fermon diz tudo: mão sobre o peito, cabeça erguida, sem gritar. Ele está a perguntar. Nós estamos a perguntar.Uma nova era não pode ser impressa em lona e pendurada em postes. Tem de ser vivida no chão, nas ruas onde o tiro foi disparado. Tem de ser medida não por slogans, mas pela capacidade de um jovem de 20 e tal anos ir a uma comemoração política e voltar para casa com todos os dedos intactos. Enquanto as respostas não chegarem, a ligadura falará mais alto do que o cartaz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Revisão: AX7</p>



<p class="wp-block-paragraph" style="max-width:658px"></p>
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		<item>
		<title>FRELIMO EM PÁNICO: QUANDO O ESTADO VIRA PALANQUE E A POLÍCIA VIRA CABO ELEITORAL</title>
		<link>https://quarianews.com/frelimo-em-panico-quando-o-estado-vira-palanque-e-a-policia-vira-cabo-eleitoral/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 21 Aug 2026 17:46:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Artigo de opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Dique César Inglosse Moçambique acordou esta semana com uma imagem que explica melhor que mil discursos o estado real do país: o Estado todo a trabalhar para encher uma única praça. Não é exagero. É o que vimos.De um lado, o discurso oficial: Não há combustível. A crise é global. Temos que apertar o [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Dique César Inglosse</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moçambique acordou esta semana com uma imagem que explica melhor que mil discursos o estado real do país: o Estado todo a trabalhar para encher uma única praça. Não é exagero. É o que vimos.De um lado, o discurso oficial: Não há combustível. A crise é global. Temos que apertar o cinto. Do outro lado, a prática: cisternas a descarregar, motas abastecidas, transporte pago e professores obrigados a fechar escolas para participar do comício do Sr  Daniel Chapo , Presidente da UIR. A pergunta que não quer calar é simples: A FRELIMO está assim tão aflita? </p>



<p class="wp-block-paragraph">1. O Estado sequestrado Polícia a fazer cordão para obrigar população a entrar. Administradores a passar lista de presença. Directores de escola a receber ordens para dispensar aulas. Viaturas do Estado a fazer transporte gratuito. Desde quando o aparelho do Estado, pago com dinheiro do contribuinte, virou departamento de logística de um partido? Desde quando a Polícia da República, que devia garantir segurança, virou força de mobilização?Isto não é campanha. Isto é confissão de fraqueza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">2. O combustível que não existe. No mesmo país em que o governo diz que não há divisas para combustível e que o povo tem que compreender, vimos combustível a jorrar para motas, chapas e autocarros alinhados para o comício. Se há combustível para encher a praça, por que não há para encher o tanque do camponês?  Se há dinheiro para pagar mobilizadores, por que não há para pagar horas extras ao professor? A resposta é cruel: porque a prioridade já não é o povo. A prioridade é a sobrevivência do partido.</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" width="480" height="551"  alt="" class="wp-image-3010"/ loading="lazy" decoding="async" src="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000937673.jpg" srcset="https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000937673.jpg 480w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000937673-261x300.jpg 261w, https://quarianews.com/wp-content/uploads/2026/08/1000937673-366x420.jpg 366w" sizes="auto, (max-width: 480px) 100vw, 480px" /></figure>



<p class="wp-block-paragraph">3. Escolas fechadas, futuro hipotecado. O mais grave: obrigar professores e alunos a abandonar a sala de aula. Fechar instituições de ensino para fazer número político. Que mensagem estamos a dar à nossa juventude? Que a educação pode parar, mas o comício não? Que o futuro pode esperar, mas o medo do partido não? Isto é o retrato de um partido que trocou o projeto de Nação pelo projeto de manutenção do poder. A VERDADE DOS FACTOS Um partido com 51 anos de história, com Estado, com orçamento, com rádios e TV, não precisaria obrigar ninguém.  O povo iria por vontade própria.Mas quando é preciso usar a polícia, fechar escolas, mentir sobre combustível e comprar presença&#8230; é porque a legitimidade acabou. É porque a rua já não responde. É porque o medo substituiu o amor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">CONCLUSÃO </p>



<p class="wp-block-paragraph">O que estamos a ver não é força. É pánico.É o pánico de quem governou por meio século e percebeu que já não convence.  É o pánico de quem sabe que a atenção já não está na TV do Estado. Está no telefone do povo.  É o pánico de quem entendeu que a contagem regressiva começou. A FRELIMO não está a mobilizar o povo. Está a mobilizar o Estado contra o povo. E a história já mostrou: quando um partido precisa obrigar para ser aplaudido, é porque o seu tempo está a terminar. O povo não é massa de manobra. O povo é soberano. E no dia certo, vai responder nas urnas. MOÇAMBIQUE ACIMA DO PARTIDO.</p>
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