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FRELIMO EM PÁNICO: QUANDO O ESTADO VIRA PALANQUE E A POLÍCIA VIRA CABO ELEITORAL

Por: Dique César Inglosse

Moçambique acordou esta semana com uma imagem que explica melhor que mil discursos o estado real do país: o Estado todo a trabalhar para encher uma única praça. Não é exagero. É o que vimos.De um lado, o discurso oficial: Não há combustível. A crise é global. Temos que apertar o cinto. Do outro lado, a prática: cisternas a descarregar, motas abastecidas, transporte pago e professores obrigados a fechar escolas para participar do comício do Sr Daniel Chapo , Presidente da UIR. A pergunta que não quer calar é simples: A FRELIMO está assim tão aflita?

1. O Estado sequestrado Polícia a fazer cordão para obrigar população a entrar. Administradores a passar lista de presença. Directores de escola a receber ordens para dispensar aulas. Viaturas do Estado a fazer transporte gratuito. Desde quando o aparelho do Estado, pago com dinheiro do contribuinte, virou departamento de logística de um partido? Desde quando a Polícia da República, que devia garantir segurança, virou força de mobilização?Isto não é campanha. Isto é confissão de fraqueza.

2. O combustível que não existe. No mesmo país em que o governo diz que não há divisas para combustível e que o povo tem que compreender, vimos combustível a jorrar para motas, chapas e autocarros alinhados para o comício. Se há combustível para encher a praça, por que não há para encher o tanque do camponês? Se há dinheiro para pagar mobilizadores, por que não há para pagar horas extras ao professor? A resposta é cruel: porque a prioridade já não é o povo. A prioridade é a sobrevivência do partido.

3. Escolas fechadas, futuro hipotecado. O mais grave: obrigar professores e alunos a abandonar a sala de aula. Fechar instituições de ensino para fazer número político. Que mensagem estamos a dar à nossa juventude? Que a educação pode parar, mas o comício não? Que o futuro pode esperar, mas o medo do partido não? Isto é o retrato de um partido que trocou o projeto de Nação pelo projeto de manutenção do poder. A VERDADE DOS FACTOS Um partido com 51 anos de história, com Estado, com orçamento, com rádios e TV, não precisaria obrigar ninguém. O povo iria por vontade própria.Mas quando é preciso usar a polícia, fechar escolas, mentir sobre combustível e comprar presença… é porque a legitimidade acabou. É porque a rua já não responde. É porque o medo substituiu o amor.

CONCLUSÃO

O que estamos a ver não é força. É pánico.É o pánico de quem governou por meio século e percebeu que já não convence. É o pánico de quem sabe que a atenção já não está na TV do Estado. Está no telefone do povo. É o pánico de quem entendeu que a contagem regressiva começou. A FRELIMO não está a mobilizar o povo. Está a mobilizar o Estado contra o povo. E a história já mostrou: quando um partido precisa obrigar para ser aplaudido, é porque o seu tempo está a terminar. O povo não é massa de manobra. O povo é soberano. E no dia certo, vai responder nas urnas. MOÇAMBIQUE ACIMA DO PARTIDO.

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