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	<title>Direitos Humanos Archives - A verdade sempre prevalece</title>
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	<title>Direitos Humanos Archives - A verdade sempre prevalece</title>
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		<title>Jovem filha da jornalista Milda Langa escapa de alegada tentativa de privação de liberdade após saltar de HiAce em movimento!</title>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2026 10:41:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Activista social]]></category>
		<category><![CDATA[Chapeiro]]></category>
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		<category><![CDATA[Tentativa de sequestro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Uma adolescente, filha da jornalista e activista social Milda Langa, terá saltado de uma viatura HiAce em movimento na noite de sexta-feira, 25 de Setembro, na zona de Malhapsene, após alegadamente ter pedido várias vezes ao motorista para parar e permitir que saísse. A família suspeita de uma tentativa de privação ilícita da liberdade e [&#8230;]</p>
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<h1 class="wp-block-heading"><strong>Uma adolescente, filha da jornalista e activista social Milda Langa, terá saltado de uma viatura HiAce em movimento na noite de sexta-feira, 25 de Setembro, na zona de Malhapsene, após alegadamente ter pedido várias vezes ao motorista para parar e permitir que saísse. A família suspeita de uma tentativa de privação ilícita da liberdade e pede uma investigação aprofundada do caso.</strong></h1>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o relato da família, a jovem seguia com outros jovens em direcção a uma igreja, onde participaria numa vigília, quando o incidente ocorreu, por volta das 21 horas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A viatura envolvida é do tipo HiAce, de matrícula <strong>AAN-149-MC</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o depoimento atribuído à jovem, ao chegarem a Malhapsene, local onde deveria desembarcar, o motorista terá continuado a conduzir, apesar dos seus pedidos para parar.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph">“Chegados a Malhapsene, era suposto descermos todos. Eu estava no último assento, lá atrás. De repente, ele acelerou o carro comigo dentro. O cobrador havia ficado. Pedi para parar, pois queria descer, sem sucesso. Chorei, implorei e nada. Cada vez aumentava a velocidade. Então pulei.”</p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">A jovem terá decidido saltar da viatura enquanto esta ainda se encontrava em movimento, numa tentativa de escapar da situação.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Atendimento médico</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Após a queda, a adolescente foi encaminhada para uma unidade hospitalar, onde recebeu assistência médica e foi submetida a exames, incluindo raio-X.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo informações prestadas pela família, os exames realizados não identificaram fracturas ósseas nas zonas examinadas. Apesar disso, a jovem continua a apresentar dores e dificuldades de locomoção.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A adolescente recebeu alta hospitalar no sábado, <strong>26 de Setembro de 2026</strong>, e encontra-se actualmente em casa, sob cuidados da família.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Ocorrência comunicada às autoridades</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A ocorrência foi comunicada às autoridades policiais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a família, inicialmente foi emitida uma guia para que a jovem fosse atendida na área de acidentes do Hospital Provincial de Maputo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A família afirma, contudo, que, perante os elementos apresentados, foi posteriormente orientada a regressar à esquadra, uma vez que o caso poderia não se limitar a um acidente de viação e deveria ser analisado também sob a perspectiva de uma possível violação da liberdade da jovem.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Suspeito terá sido liberto</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, os familiares manifestam preocupação com a libertação e defendem que as circunstâncias do caso sejam devidamente esclarecidas pelas autoridades competentes.</p>



<h3 class="wp-block-heading">O que a investigação deverá esclarecer</h3>



<p class="wp-block-paragraph">Os factos narrados pela jovem levantam questões que deverão ser esclarecidas através da investigação, nomeadamente se houve intenção de impedir a adolescente de abandonar a viatura, por que razão o veículo terá continuado a circular apesar dos pedidos para parar e quem mais poderá ter conhecimento ou participação na ocorrência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dependendo das provas recolhidas, a conduta poderá ser analisada pelas autoridades à luz de crimes relacionados com a <strong>privação ilícita da liberdade, coacção ou outras infracções eventualmente aplicáveis</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A qualificação jurídica definitiva dos factos caberá às autoridades competentes, após a recolha e análise das provas.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Quaria News acompanha o caso</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Quaria News considera relevante que sejam esclarecidas as circunstâncias da ocorrência, sobretudo porque envolve uma menor e um episódio que, segundo o relato familiar, terá ocorrido durante uma deslocação nocturna em transporte semicolectivo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nossa redacção procurará ouvir a Polícia e outras entidades competentes para obter a sua versão dos acontecimentos e verificar o andamento da investigação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quaria News</p>
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		<title>TUMULTOS EM GILÉ DEIXAM FERIDOS, DETIDOS E EQUIPAMENTOS MINEIROS DESTRUÍDOS!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 16 Sep 2026 17:49:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Chinês mata trabalhador]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Tumultos em Gile]]></category>
		<category><![CDATA[Violência doméstica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Gilé, Zambézia — Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e outras duas foram detidas na sequência de tumultos registados na terça-feira, na região de Moneia, distrito de Gilé, província da Zambézia, onde populares invadiram e vandalizaram uma concessão de exploração mineira de uma empresa de capitais chineses. Os incidentes ocorreram na localidade de Namihaly, povoado [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Gilé, Zambézia — Pelo menos duas pessoas ficaram feridas e outras duas foram detidas na sequência de tumultos registados na terça-feira, na região de Moneia, distrito de Gilé, província da Zambézia, onde populares invadiram e vandalizaram uma concessão de exploração mineira de uma empresa de capitais chineses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os incidentes ocorreram na localidade de Namihaly, povoado de Purula, nas proximidades do rio Namirue, no Posto Administrativo de Alto-Ligonha. Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), o confronto envolveu membros da comunidade e trabalhadores da empresa, tendo resultado em agressões, danos materiais e ferimentos provocados por disparos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um cidadão chinês ficou gravemente ferido após ser agredido por populares e encontra-se em tratamento na província de Nampula. A PRM confirmou igualmente que um dos três cidadãos identificados como alegados cabecilhas dos tumultos foi baleado e está internado no Hospital Central de Nampula, tendo sido emitido um mandato de captura contra o mesmo.Durante a invasão, pelo menos duas máquinas escavadoras e duas viaturas terão sido incendiadas, além de outros equipamentos vandalizados. A Polícia reportou ainda agressões a funcionários e o alegado roubo de combustível.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moradores atribuem a tensão a preocupações sobre o acesso e a qualidade da água do rio Namirue, que acusam ter sido afectada pela exploração de ouro iniciada há cerca de um mês. A PRM apontou também a contestação à presença de estrangeiros como uma das possíveis motivações dos tumultos.As autoridades garantem que a ordem pública foi restabelecida e prosseguem com as investigações para esclarecer a origem dos disparos, apurar responsabilidades e identificar outros envolvidos. A empresa ainda não se pronunciou publicamente sobre o caso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quaria News </p>
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		<item>
		<title>RMDDH exige devolução imediata dos equipamentos do jornalista Estácio Valoi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 14 Sep 2026 12:37:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Estácio Valoi]]></category>
		<category><![CDATA[PGR]]></category>
		<category><![CDATA[RMDDH]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Maputo, 14 de Setembro de 2026 — A Rede Moçambicana dos Defensores de Direitos Humanos (RMDDH) exige o cumprimento efectivo da decisão judicial que determina a devolução dos equipamentos de trabalho apreendidos ao jornalista investigativo Estácio Valoi, do portal MOZ24h. Segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira, a decisão do Tribunal Judicial da Cidade de Pemba, [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Maputo, 14 de Setembro de 2026 — A Rede Moçambicana dos Defensores de Direitos Humanos (RMDDH) exige o cumprimento efectivo da decisão judicial que determina a devolução dos equipamentos de trabalho apreendidos ao jornalista investigativo Estácio Valoi, do portal MOZ24h.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo um comunicado divulgado esta segunda-feira, a decisão do Tribunal Judicial da Cidade de Pemba, de 9 de Setembro, determinou a restituição dos equipamentos apreendidos ao jornalista. No entanto, a RMDDH afirma estar preocupada com o facto de os instrumentos de trabalho ainda não terem sido devolvidos.De acordo com a organização, Estácio Valoi dirigiu-se, na sexta-feira, 11 de Setembro, à Procuradoria Provincial de Pemba para proceder ao levantamento dos equipamentos, conforme determinado pelo tribunal. Contudo, teria sido informado de que os bens já não se encontravam naquela instituição, por terem sido remetidos pelo SERNIC para Maputo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Perante a situação, o jornalista terá recorrido novamente ao Tribunal Judicial da Cidade de Pemba, onde, segundo a RMDDH, foi orientado a regressar na segunda-feira, 14 de Setembro, para levantar os equipamentos.A organização considera preocupante que, mesmo depois de uma decisão judicial, o jornalista continue sem acesso aos seus instrumentos de trabalho. Por isso, exige a devolução imediata e integral dos equipamentos, nas mesmas condições em que foram apreendidos, defendendo igualmente que não haja acesso indevido ao conteúdo armazenado nos dispositivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A RMDDH chama ainda atenção para a necessidade de garantir a confidencialidade das fontes, o sigilo profissional e a protecção dos materiais jornalísticos eventualmente armazenados nos computadores, telefones e tablets apreendidos. A apreensão dos equipamentos ocorreu no contexto de uma investigação jornalística relacionada com alegados crimes ambientais e tráfico de madeira, segundo o comunicado.Para a organização, a retenção prolongada dos instrumentos de trabalho de um jornalista, sobretudo quando existe uma decisão judicial que determina a sua devolução, não deve constituir obstáculo ao exercício da liberdade de imprensa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A RMDDH afirma que continuará a acompanhar o caso e a pressionar as autoridades competentes para assegurar o cumprimento integral da decisão judicial e a restituição dos equipamentos a Estácio Valoi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milda Langa</p>
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		<title>LAM: Activista questiona segurança dos Embraer e exige esclarecimentos ao IACM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2026 07:02:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Activista social]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Nuvunga]]></category>
		<category><![CDATA[LAM]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>13 de Setembro de 2026 — O activista de direitos humanos, Prof. Adriano Nuvunga, questiona a segurança operacional dos dois aviões Embraer adquiridos para a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e exige ao Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) esclarecimentos sobre as condições de aeronavegabilidade das aeronaves.Numa carta pública dirigida ao IACM, Nuvunga afirma [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">13 de Setembro de 2026 — O activista de direitos humanos, Prof. Adriano Nuvunga, questiona a segurança operacional dos dois aviões Embraer adquiridos para a Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e exige ao Instituto de Aviação Civil de Moçambique (IACM) esclarecimentos sobre as condições de aeronavegabilidade das aeronaves.Numa carta pública dirigida ao IACM, Nuvunga afirma que os Embraer, apresentados como uma solução para a recuperação da LAM, passam mais tempo no hangar, em sucessivas reparações, do que em operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"> O activista considera que a situação levanta preocupações sobre a segurança dos passageiros e a gestão da companhia aérea.A carta faz referência ao episódio ocorrido no sábado, 12 de Setembro, envolvendo as duas aeronaves. Segundo o documento, o Embraer denominado “Limpopo” saiu do hangar e chegou à pista, mas não chegou a levantar voo. Já o “Zambeze” teria ficado retido em Dar es Salaam, na Tanzânia, alegadamente por falta de dinheiro da LAM para o pagamento do combustível.O activista questiona ainda a sustentabilidade financeira da companhia, confrontando a situação operacional dos aviões com os anúncios de lucros de cinco mil milhões de meticais atribuídos à LAM.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Exigência de transparênciaNa carta, Adriano Nuvunga solicita ao IACM informações sobre uma eventual inspecção técnica independente aos dois Embraer. Questiona também se o instituto pode tornar públicos os certificados de aeronavegabilidade, os históricos de avarias e manutenção, bem como os relatórios que autorizaram a entrada das aeronaves em operação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O documento levanta igualmente preocupações sobre alegadas denúncias de corrupção relacionadas com a aquisição dos aviões, mencionando o Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC), o Tribunal Administrativo e o Provedor de Justiça.“Até quando os moçambicanos continuarão a servir de passageiros experimentais de aeronaves-sucata, compradas a preço de aviões de qualidade?”, questiona o activista no final da carta.As alegações apresentadas na carta são de autoria de Adriano Nuvunga e carecem de confirmação independente. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quaria News </p>
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		<title>Três municípios do país recebem dos italianos 150 milhões para responder mudanças climáticas!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 06:20:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade, Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[150 milhões]]></category>
		<category><![CDATA[Activista social]]></category>
		<category><![CDATA[Ajuda humanitária]]></category>
		<category><![CDATA[Crises climáticas]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Cerca de 150 milhões de meticais serão investidos nos próximos dias na resposta aos impactos das mudanças climáticas nos municípios costeiros de Pemba e Ilha do Ibo, na província de Cabo Delgado, e Beira, em Sofala. O financiamento está inserido no projecto CAMBIO, uma iniciativa que visa reforçar a capacidade das autarquias na prevenção e [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 150 milhões de meticais serão investidos nos próximos dias na resposta aos impactos das mudanças climáticas nos municípios costeiros de Pemba e Ilha do Ibo, na província de Cabo Delgado, e Beira, em Sofala.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O financiamento está inserido no projecto CAMBIO, uma iniciativa que visa reforçar a capacidade das autarquias na prevenção e gestão de riscos climáticos, bem como melhorar a adaptação das comunidades aos efeitos das mudanças climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de um projecto deverá apoiar a implementação de medidas destinadas a reduzir a vulnerabilidade das populações que vivem nas zonas costeiras, particularmente face a fenómenos extremos como ciclones, inundações, erosão costeira e outros eventos associados às alterações climáticas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O montante vem do governo da Itália, numa intervenção nos municípios de Pemba, Ibo e Beira que pretende ainda fortalecer a capacidade institucional das autoridades locais, através do desenvolvimento de mecanismos de planeamento e resposta aos riscos climáticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa surge num contexto em que aqueles municípios costeiros continuam expostos a impactos cada vez mais frequentes e severos relacionados com as mudanças climáticas, colocando em risco infra-estruturas, meios de subsistência e a segurança das comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o investimento, espera-se que as autarquias abrangidas estejam melhor preparadas para prevenir riscos, responder a eventos extremos e adoptar soluções de adaptação que contribuam para aumentar a resiliência das populações costeiras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o edil de Pemba olha para uma necessidade de transformar os planos de combate às alterações climáticas em acções concretas para proteger as populações quando falava no lançamento do Projecto CAMBIO, realizado esta quarta-feira, 9 de Setembro, na cidade de Pemba.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A iniciativa junta autoridades municipais, instituições académicas e organizações de cooperação para reforçar a preparação de Pemba, Beira e Vila do Ibo conta com a implementação de uma parceria que envolve a Cooperação Italiana, Fundação AVSI, E35, Universidade Lúrio e Universidade Politécnica de Milão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Presidente do Município de Pemba, Satar Abdulgani, apelou para uma mudança na forma como os desafios ambientais são enfrentados, defendendo que o conhecimento produzido e os recursos mobilizados devem traduzir-se em benefícios directos para as populações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Mais do que narrativas, mais do que apresentar valores de projectos, precisamos é de acções concretas agora, melhor dizer, para ontem”, afirmou o edil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lançamento contou com a presença do Embaixador da Itália em Moçambique, parceiros de implementação e representantes de diferentes sectores ligados ao ambiente e desenvolvimento. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Ll(Quarianews)</p>
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		<title>O ouro da maldição: aumentam mortes ligadas ao garimpo ilegal em Manica!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2026 05:54:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Actualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Garimpo ilegal]]></category>
		<category><![CDATA[Mortes]]></category>
		<category><![CDATA[Ouro da maldição]]></category>
		<category><![CDATA[Rubis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O ouro, visto por muitos cidadãos na sua maioria jovens como uma oportunidade de sobrevivência e enriquecimento, está a transformar-se numa fonte crescente de tragédias na província de Manica, centro de Moçambique. Pelo menos seis garimpeiros ilegais morreram semana após o desabamento de uma mina de exploração artesanal de ouro na zona de Seis Carros, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">O ouro, visto por muitos cidadãos na sua maioria jovens como uma oportunidade de sobrevivência e enriquecimento, está a transformar-se numa fonte crescente de tragédias na província de Manica, centro de Moçambique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pelo menos seis garimpeiros ilegais morreram semana após o desabamento de uma mina de exploração artesanal de ouro na zona de Seis Carros, distrito de Vanduzi.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As vítimas estavam entre um grupo de garimpeiros que entrou clandestinamente na mina durante uma madrugada para procurar ouro, apesar da interdição da actividade naquele local pelas autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O desabamento ocorreu num contexto de chuvas registadas nos últimos dias naquela província, que terão deixado os solos húmidos e instáveis. Segundo a Polícia da República de Moçambique (PRM), em Manica, a estrutura da mina não resistiu e acabou por soterrar os exploradores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Aa equipas de resgate tinham retirado seis corpos dos escombros, mas as operações continuavam, perante suspeitas de que outras pessoas ainda pudessem estar soterradas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O chefe do Departamento de Relações Públicas do Comando Provincial da PRM em Manica, Mouzinho Manasse, confirmou a imprensa a ocorrência e explicou que os garimpeiros continuam a desafiar a interdição das autoridades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Alguns jovens, durante a madrugada, entram na mina para uma exploração clandestina. Foi o que aconteceu na madrugada de hoje”, revelou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que na zona de Seis Carros, mais de dez mil pessoas estejam envolvidas na exploração clandestina de ouro, incluindo homens, mulheres e crianças, em condições extremamente precárias, com trabalhadores a entrar em minas instáveis, muitas vezes durante a noite, aumentando o risco de desabamentos e outras fatalidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Infelizmente, de acordo com alguma opinião pública, as autoridades continuam fracas para a fiscalização, alegando que a extensão da área de exploração e a fraca visibilidade durante a noite facilitam a entrada clandestina dos garimpeiros ilegais. </p>



<p class="wp-block-paragraph">(Quarianews)</p>
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		<title>O SISTEMA DEMOCRÁTICO FALHADO NA PRM, PROCURADORIA E TRIBUNAIS EM MOÇAMBIQUECANO: ACTIVISTA JOTA PACHONEIA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Sep 2026 13:37:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Activista social]]></category>
		<category><![CDATA[Jota Pachoneia]]></category>
		<category><![CDATA[O resiliente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>DEMOCRACIA DE NOME, REPRESSÃO DE FACTO Moçambique consagra na Constituição a democracia, a liberdade de expressão e a independência dos tribunais. Na prática, o que vemos é um sistema onde quem denuncia o crime vira criminoso, e quem comete o crime fica impune. As três instituições que deviam garantir a lei e a ordem PRM, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph"> DEMOCRACIA DE NOME, REPRESSÃO DE FACTO</p>



<p class="wp-block-paragraph">Moçambique consagra na Constituição a democracia, a liberdade de expressão e a independência dos tribunais. Na prática, o que vemos é um sistema onde quem denuncia o crime vira criminoso, e quem comete o crime fica impune.  As três instituições que deviam garantir a lei e a ordem PRM, Procuradoria e Tribunais estão a funcionar como instrumentos de silenciamento político e não como garantes de justiça.</p>



<p class="wp-block-paragraph">COMO O SISTEMA FALHOU NAS SUAS FUNÇÕES</p>



<p class="wp-block-paragraph">Instituição	Função Constitucional	O que acontece na prática  PRM &#8211; Polícia da República de Moçambique 	Garantir segurança, cumprir a lei, proteger o cidadão. É usada para intimidar, deter e criminalizar activistas, jornalistas e vozes críticas. Age por ordens políticas, não pela lei.  Procuradoria  Ministério Público	Defender a legalidade, investigar crimes, acusar	selecciona casos. Cala-se perante crimes de poderosos e acelera processos contra quem denuncia. Perdeu a independência.  Tribunais	Julgar com imparcialidade, garantir devido processo legal. Sofrem pressões políticas. Há silêncio cúmplice, atrasos e decisões que protegem o regime e não o cidadão.Quando as 3 falham juntas, temos um  Estado que pune a verdade e premia o silêncio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O CASO CONCRETO: JOTA PACHONEIA &#8211; ACTIVISTA SOCIAL DE NAMPULA </p>



<p class="wp-block-paragraph">Quem é Jota Pachoneia? É um activista social e defensor dos direitos humanos em Nampula. O seu trabalho é denunciar publicamente e de forma imediata as falhas da governação descentralizada, burlas, corrupção e crimes cometidos por funcionários públicos e agentes do Estado.  O que aconteceu? Jota Pachoneia foi detido na cidade de Nampula. Segundo relatos, ele e colegas dirigiram-se voluntariamente à 1ª Esquadra da PRM para seguir os parâmetros legais e prestar esclarecimentos. Em vez de ser ouvido como cidadão, foi tratado como inimigo. Até hoje encontra-se detido ilegalmente. Os sinais da falha do sistema:1.   Silêncio do Governo Provincial : Nem o Governador, nem o Secretário de Estado se pronunciaram.2.   Silêncio do Comando Provincial da PRM : Não há esclarecimento público sobre os motivos legais da detenção.3.   Silêncio dos Tribunais e Procuradoria: Juízes, procuradores e chefes envolvidos no esquema preferem o silêncio.4.   Criminalização da denúncia: Por denunciar falhas do regime, Jota passou de defensor de direitos humanos a &#8220;alvo&#8221; do sistema.Para os opressores, a prisão de um activista é motivo de festa. Porque cada voz calada é mais espaço para continuar com as burlas e o esquema sangrento. 4. EXPLICAÇÃO: PORQUÊ ISTO É UM SINTOMA DE FALHA DEMOCRÁTICAUma democracia saudável protege quem denuncia.  Num sistema falhado, acontece o contrário:1.   Inversão de valores: O denunciante é preso e o denunciado é protegido.2.   Falta de devido processo : Detenções sem acusação formal clara, sem acesso a advogado, sem prazos.3.   Justiça selectiva: A lei só funciona para os fracos. Para os poderosos há impunidade.4.  Medo como política de Estado: Prender 1 activista serve para calar 1000 cidadãos. 5. CONCLUSÃO: O QUE ESTÁ EM JOGOO caso Jota Pachoneia não é só sobre 1 homem. É sobre todos nós.  É a prova de que em Moçambique denunciar falhas de governação virou crime.Enquanto a PRM, a Procuradoria e os Tribunais continuarem a servir o regime e não a Constituição, não teremos democracia. Teremos medo institucionalizado. Exigimos:1.  Liberdade imediata de Jota Pachoneia ou apresentação de acusação legal com provas.2.  Pronunciamento público do Governo Provincial de Nampula e do Comando da PRM.3.  Investigação independente sobre as denúncias feitas por Jota.4.  Reformas urgentes para garantir independência real da Justiça. Um país não se desenvolve prendendo quem fala. Desenvolve ouvindo quem alerta.Maputo, 10 de Setembro de 2026  &#8221; Ideólogo politico: Martins Noronha&#8221;</p>



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		<title>Violência, Álcool e Drogas nas Escolas em Moçambique: A Urgência de Recuperar a Dignidade e Reconfigurar a Paternidade</title>
		<link>https://quarianews.com/violencia-alcool-e-drogas-nas-escolas-em-mocambique-a-urgencia-de-recuperar-a-dignidade-e-reconfigurar-a-paternidade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 03 Sep 2026 10:06:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Opiniões]]></category>
		<category><![CDATA[Violência doméstica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Gilberto Macuácua Harilal As escolas moçambicanas, que deveriam ser espaços de proteção e esperança, estão cada vez mais expostas a fenómenos que corroem a dignidade nacional desde a violência, ao consumo de álcool e drogas. Estes problemas afectam sobretudo adolescentes e jovens e reflectem uma crise social mais ampla, marcada pela fragilidade das instituições, [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Por: Gilberto Macuácua Harilal </p>



<p class="wp-block-paragraph">As escolas moçambicanas, que deveriam ser espaços de proteção e esperança, estão cada vez mais expostas a fenómenos que corroem a dignidade nacional desde a violência, ao consumo de álcool e drogas. Estes problemas afectam sobretudo adolescentes e jovens e reflectem uma crise social mais ampla, marcada pela fragilidade das instituições, pela erosão da dignidade na sociedade e pela incapacidade de muitos pais em gerir os desafios contemporâneos da educação dos filhos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados são alarmantes: 72% dos alunos consomem álcool e 23% consomem drogas, iniciando este percurso entre os 13 e 18 anos (Muva Moçambique, 2023). O consumo está directamente associado à agressividade, ao abuso sexual, a conflictos e à violência baseada no género. Paralelamente, 47% das raparigas na Província de Maputo já foram vítimas de assédio sexual perpetrado por colegas e professores, e entre 2014 e 2017 mais de 10.700 raparigas engravidaram nas escolas e instituições de ensino superior (MEPT; CESC, 2017).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estes dados revelam que a escola, no lugar de ser um espaço seguro, de prevenção e proteção, tornou-se um palco de práticas que perpetuam vulnerabilidades e comprometem o desenvolvimento integral da juventude. A realidade demonstra que não basta reagir à violência quando ela acontece mas que, é necessário actuar nas causas profundas, transformar mentalidades e reconstruir valores humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Perda de Dignidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dignidade dos moçambicanos perde-se quando os jovens são empurrados para o consumo precoce de álcool e drogas, quando as raparigas continuam a ser alvo de violência e abusos sem mecanismos eficazes de proteção, quando professores e colegas convivem diariamente com esta realidade e em alguns casos a reforçam a exemplo do caso muito recente de Nampula, onde alguns professores vendiam drogas para os estudantes estando actualmente às contas com a justiça, e quando a juventude é aprisionada em modelos sociais que anulam o seu potencial humano. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta erosão da dignidade não se reflecte somente no meio escolar, trata-se de um reflexo profundo da incapacidade da sociedade em oferecer respostas adequadas aos desafios da modernidade, deixando a juventude vulnerável e sem referências sólidas para construir o futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os Pais sem Ferramentas para Educar</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos factores críticos desta crise é a perda de controle dos pais na educação dos filhos. Muitos homens, por conta do patriarcado e das masculinidades vigentes, não aprenderam a ser pais: a sociedade exige deles filhos, mas não lhes ensina a paternidade responsável. Presos à forma como foram educados, repetem padrões rígidos e autoritários, incapazes de dialogar com os novos contextos. A globalização e o avanço tecnológico trouxeram desafios inéditos onde as redes sociais, o acesso fácil a drogas e álcool e novas formas de violência que muitos pais não conseguem gerir. O resultado é uma juventude entregue a si mesma, sem orientação clara, vulnerável às pressões externas e às tentações do consumo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Necessidade de um “Update” na Paternidade</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser pai hoje exige novas competências que vão muito além da autoridade tradicional. É preciso educar com diálogo e presença, acompanhando os filhos de forma próxima e afectiva. Também torna-se indispensável compreender os desafios tecnológicos e estar atento ao uso das redes sociais e da internet, orientando e protegendo sem recorrer apenas à disciplina rígida. Romper com o patriarcado é igualmente essencial, assumindo que ser pai não significa apenas prover, mas cuidar, orientar e partilhar responsabilidades de forma equitativa. Ao mesmo tempo, é necessário promover masculinidades positivas, que valorizem o respeito, a vulnerabilidade e o afecto como pilares da convivência familiar. Este “update” na paternidade é urgente para que os pais possam ser aliados na reconstrução da dignidade nacional e na formação de uma juventude mais consciente e resiliente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conclusão</p>



<p class="wp-block-paragraph">A violência, o álcool e as drogas nas escolas moçambicanas são sintomas de uma sociedade que perdeu a sua dignidade e que não preparou os pais para os desafios do presente. Recuperar a dignidade exige coragem política, compromisso social e uma profunda transformação cultural. É preciso ensinar os homens a serem pais, actualizar os modelos de educação familiar e transformar as escolas em espaços de resistência e esperança. Sem esta mudança, Moçambique continuará a sonhar com o futuro sem realmente pensar nele. </p>



<p class="wp-block-paragraph">VAMOS LÁ COMBINAR</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<item>
		<title>Padre Kiwiri Fonseca denuncia o silêncio que empurra meninas para casamentos prematuros!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2026 06:03:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Casamentos prematuros]]></category>
		<category><![CDATA[Padre Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[Uniões precoces]]></category>
		<category><![CDATA[Uniões prematuras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Quando uma menina é retirada da escola para ser entregue ao casamento, não se interrompe apenas uma trajectória escolar. Interrompe-se uma possibilidade de futuro. Quando uma criança é obrigada a assumir responsabilidades conjugais antes de estar preparada, a sociedade não está apenas diante de um casamento prematuro: está perante a negação do direito de uma [&#8230;]</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="wp-block-paragraph">Quando uma menina é retirada da escola para ser entregue ao casamento, não se interrompe apenas uma trajectória escolar. Interrompe-se uma possibilidade de futuro. Quando uma criança é obrigada a assumir responsabilidades conjugais antes de estar preparada, a sociedade não está apenas diante de um casamento prematuro: está perante a negação do direito de uma menina crescer, estudar, escolher e decidir sobre a própria vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É contra esta realidade que o padre Kiwiri Fonseca levanta a voz. Para o sacerdote, os casamentos prematuros continuam a ser alimentados por uma combinação perigosa de factores culturais, pobreza material, falta de perspectivas e aquilo que classifica como “pobreza mental” de alguns pais e familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas, acima de tudo, Fonseca identifica uma narrativa antiga que ainda pesa sobre muitas famílias: a ideia de que a menina nasceu para casar e que o casamento pode ser uma solução para os problemas que enfrenta. “Não se pode olhar o casamento como solução de algum problema”, alerta.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a cultura transforma o casamento em destino! </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o padre Kiwiri Fonseca, a dimensão cultural tem um peso significativo na manutenção dos casamentos prematuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em algumas comunidades, persiste o receio de que, à medida que a menina cresce, venha a escolher um homem que a família não aceitaria. Noutros casos, existe a convicção de que aos 15 ou 16 anos uma rapariga já estaria suficientemente crescida para casar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É uma mentalidade que, segundo o sacerdote, acaba por limitar as escolhas das meninas e transformar a sua idade num argumento para antecipar uma decisão que deveria pertencer à própria pessoa quando adulta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A esta realidade junta-se a pobreza. Famílias sem recursos suficientes para garantir a continuidade dos estudos podem acabar por encarar o casamento como uma alternativa. Mas há também uma pobreza que não se mede apenas em dinheiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Fonseca fala de “pobreza mental” quando os próprios pais deixam de acreditar que uma menina pode estudar, formar-se, desenvolver-se e construir uma vida diferente daquela que tradicionalmente lhe foi destinada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado é uma narrativa que se repete de geração em geração: a menina não precisa estudar muito, não precisa tomar decisões, não precisa escolher o seu próprio caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Precisa casar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Uma menina não pode ser uma solução para os problemas da família</strong>! </p>



<p class="wp-block-paragraph">O padre Fonseca rejeita a ideia de que o casamento possa ser utilizado para resolver problemas familiares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma gravidez precoce, por exemplo, não deve transformar-se automaticamente numa razão para empurrar uma menina para o casamento. Da mesma forma, dificuldades económicas ou receios dos pais sobre o futuro da filha não podem justificar a retirada dos seus direitos. “Não se pode olhar o casamento como solução de algum problema”, insiste.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o sacerdote, a menina deve ter a oportunidade de estudar, crescer e desenvolver capacidade de decisão. O casamento, se vier a acontecer, deverá ser uma escolha feita na idade adulta, e não uma imposição determinada pela família.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O preço que as meninas pagam</strong>! </p>



<p class="wp-block-paragraph">Os efeitos dos casamentos prematuros, segundo Fonseca, ultrapassam largamente a cerimónia ou a união entre duas pessoas. O sacerdote chama atenção para problemas como fístulas, doenças, aumento da pobreza e perda do poder de decisão por parte das meninas. Entretanto, existem também feridas que não são imediatamente visíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Assim como existem, traumas, frustrações e problemas emocionais, afectivos e psicológicos podem permanecer durante toda a vida. Em situações extremas, o sofrimento provocado por uma união imposta pode ser tão profundo que algumas vítimas podem chegar a considerar o suicídio como forma de escapar daquela realidade. “Uma pequena coisa que poderia se pensar como casamento pode provocar muitos outros males”, afirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Fonseca, combater os casamentos prematuros significa, por isso, prevenir uma cadeia de consequências que pode comprometer toda a vida de uma criança.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A igreja católica não deve ficar em silêncio </strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Na perspectiva do sacerdote, a Igreja Católica tem igualmente um papel importante na prevenção. Fonseca sustenta que as uniões prematuras não são bem-vindas pela Igreja e que o matrimónio cristão pressupõe uma idade adequada. Por isso, defende que a Igreja deve utilizar a sua capacidade de influência junto das famílias e comunidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A catequese, as homilias e o trabalho de educação podem servir para desencorajar os casamentos prematuros e ajudar as famílias a compreender que uma menina não precisa de casar cedo para ter um futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação religiosa, na visão do padre, pode caminhar lado a lado com a educação familiar e comunitária para formar meninas e famílias capazes de compreender que o casamento não deve ser uma imposição. “Muitas vezes as meninas são obrigadas” Disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos aspectos que mais preocupa Fonseca é a desigualdade entre meninas e meninos quando se fala de casamentos prematuros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O sacerdote observa que são poucos os casos encontrados de meninos que entram precocemente em uniões matrimoniais, enquanto existem numerosos relatos envolvendo meninas. “Muitas vezes as meninas são obrigadas”, reafirma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desse modi, a declaração coloca em evidência uma realidade em que o peso das normas sociais e familiares recai de forma desproporcional sobre as raparigas, que acabam privadas da possibilidade de decidir sobre o próprio corpo, educação e futuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sensibilização sem responsabilização não chega</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o padre Fonseca, campanhas de sensibilização são importantes, mas não suficientes. Sendo assim, é necessário que as famílias sejam conscientizadas, mas também é fundamental que exista responsabilização quando uma criança é forçada ou conduzida a um casamento prematuro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outrossim, os Pais, familiares e outros adultos envolvidos devem ser responsabilizados, defende, sobretudo quando obrigam uma criança a casar ou falham deliberadamente na protecção da menor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na sua visão, a existência de uma lei que considera o casamento prematuro um crime perde força quando não é acompanhada por uma aplicação efectiva da justiça. “Se houver essas penalizações, se houver mesmo a justiça poder trabalhar, todos os dias poder combater, esse mal poderá ser, digamos, erradicado.” Para o sacerdote, a impunidade pode alimentar a continuidade do fenómeno.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A responsabilidade começa dentro de casa</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O combate aos casamentos prematuros não pode ser deixado apenas às organizações da sociedade civil ou às instituições do Estado. O padre Fonseca coloca a responsabilidade sobre toda a sociedade. Contudo, os Pais, mães, familiares, professores, escolas e líderes comunitários devem assumir um papel activo na protecção das meninas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A educação, segundo o sacerdote, deve ensinar às raparigas que o seu futuro não termina no casamento e que elas têm direito a estudar, desenvolver-se e tomar decisões sobre a própria vida. “Todos nós temos essa responsabilidade de ajudar as meninas”, defende. Para Fonseca, é uma responsabilidade que, na sua visão, deve atravessar tanto as comunidades rurais como as urbanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Investir nas meninas para quebrar o ciclo</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o padre Kiwiri Fonseca, denunciar quem pratica ou facilita casamentos prematuros é importante, mas a sociedade precisa fazer mais do que punir. &#8220;É necessário investir nas meninas.&#8221; Disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Investir na sua educação. Investir na sua formação. Investir na sua autonomia. Investir na capacidade de tomarem decisões.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevenção, nesse sentido, não começa apenas quando uma criança está prestes a ser levada ao casamento. Começa muito antes, quando a família decide se aquela menina continuará ou não na escola, quando acredita ou não nas suas capacidades e quando lhe permite imaginar um futuro para além do casamento. “Não é possível nós convivermos com o mal”. Repisou ainda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O padre Kiwiri Fonseca deixa uma mensagem que ultrapassa os muros da Igreja: o combate aos casamentos prematuros exige união. “Qualquer pai, qualquer mãe, qualquer familiar, qualquer adulto”, seja numa comunidade rural ou urbana, deve assumir responsabilidade nesta luta. Para o sacerdote, aceitar os casamentos prematuros como parte da normalidade significa condenar a próxima geração a condições ainda mais difíceis. “Se nós continuarmos a conviver com esse mal, estaremos nós deixando a futura geração em péssimas condições.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por isso, defende uma sociedade que denuncie os responsáveis, rejeite as práticas que legitimam os casamentos prematuros e, sobretudo, crie condições para que as meninas não sejam obrigadas a abraçar aquilo que chama de “esse mal chamado casamento prematuro”. A luta, no fundo, não é apenas contra o casamento prematuro. É contra a ideia de que uma criança pode ter o seu futuro decidido por outros.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E enquanto uma menina continuar a ser impedida de estudar, de escolher e de decidir porque alguém acredita que o casamento é o seu único destino, a sociedade continuará a falhar com ela.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Milda Langa</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p>
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		<title>Entre o amor e o preconceito: o que acontece quando um filho diz “sou gay”?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[mildaquarianews]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 25 Aug 2026 05:35:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Direitos Humanos]]></category>
		<category><![CDATA[Direitos iguais]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT+]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT+ Moçambique]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Milda Langa “Se amanhã o seu filho disser que é gay, o que fará?” A pergunta pode parecer simples, mas, em muitas famílias moçambicanas, ainda é capaz de provocar silêncio, choque, rejeição e até ruptura. Para alguns pais, a orientação sexual de um filho continua a ser encarada como vergonha, desvio ou uma afronta [&#8230;]</p>
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<p class="wp-block-paragraph">Por: Milda Langa</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se amanhã o seu filho disser que é gay, o que fará?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pergunta pode parecer simples, mas, em muitas famílias moçambicanas, ainda é capaz de provocar silêncio, choque, rejeição e até ruptura. Para alguns pais, a orientação sexual de um filho continua a ser encarada como vergonha, desvio ou uma afronta aos valores familiares. Para outros, sobretudo entre as gerações mais jovens e em determinados espaços urbanos, começa a existir maior abertura para compreender e aceitar a diversidade sexual. Mas a mudança ainda está longe de ser completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por trás das discussões sobre LGBTI+ existem jovens que enfrentam bullying na escola, insultos nos bairros, discriminação no trabalho e, em alguns casos, rejeição dentro da própria casa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma aberração”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Quaria News colocou a cinco pais a mesma pergunta: &#8220;Se tivesse um filho gay, o que faria?” </p>



<p class="wp-block-paragraph">Para alguns pais, a reação é rejeição: “Eu não aceitaria. Para mim, isso é uma aberração e não gostaria que o meu filho fosse assim. Não é normal gostar de alguém do mesmo sexo, isso deve ser doença ou um demonio.” Disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro outro pai respondeu a nossa equipe de reportagem que não seria fácil para ele. “Seria muito difícil para mim aceitar. Fui educado de outra maneira e não saberia como lidar com essa situação.” Respondeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda quem veja a orientação sexual do filho como uma questão de honra familiar: “Eu teria medo daquilo que os outros iriam dizer. Na nossa sociedade, a família também é julgada.” Disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Existe quem simplesmente não saiba o que fazer: &#8220;Talvez no início rejeitasse, mas depois procuraria conversar e entender melhor. É meu filho e não iria mudar nada se for de uma orientação sexual que eu não desejo. Tenho de respeitar e aceitar do jeito que ele é. Nada mudaria, continuaria sendo meu filho.” Disse.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essas respostas mostram que, em Moçambique, a questão não é simplesmente aceitar ou rejeitar. Existe também ignorância, medo, pressão social e falta de informação. </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Quando a escola se transforma num campo de batalha</strong>!</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para muitos jovens, o preconceito começa muito antes de assumirem publicamente a sua orientação sexual. Um rapaz que fala de determinada maneira, que não gosta de futebol ou que apresenta comportamentos considerados “femininos” pode tornar-se alvo de insultos. Uma rapariga considerada “masculinizada” pode enfrentar a mesma situação. Na escola, o bullying pode transformar-se numa rotina de humilhação: nomes ofensivos, risos, isolamento, ameaças e exposição diante dos colegas. E muitas vítimas preferem permanecer caladas. Não porque não sofram, mas porque têm medo de contar aos colegas, professores ou aos pais. </p>



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<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que vão dizer os vizinhos?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em muitas famílias, a preocupação não termina no que acontece dentro de casa. Existe também o olhar da comunidade. O que vão dizer os vizinhos? Como vamos explicar isso à família? Como ir a igreja mesquita? E quando ele crescer, com quem vai casar? Terá filhos? Com que moral irá criá-los?</p>



<p class="wp-block-paragraph"> São perguntas que podem transformar a orientação sexual de um filho numa espécie de problema colectivo. A pressão social pode levar alguns pais a tentar esconder a situação, obrigar o filho a manter relacionamentos que não deseja ou pressioná-lo a casar para provar à comunidade que é normal. Nas cidades há mais abertura, mas o preconceito não desapareceu. Maputo e outras grandes cidades oferecem hoje espaços onde o debate sobre orientação sexual é mais visível. As redes sociais também permitiram que jovens encontrem informação, comunidades e pessoas com experiências semelhantes. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas seria errado concluir que o preconceito deixou de existir nas cidades. Ele apenas pode assumir formas diferentes. Pode aparecer numa piada, num insulto, numa oportunidade de emprego perdida, numa expulsão de casa, numa humilhação pública ou simplesmente no medo de revelar quem se é. Fora dos grandes centros urbanos, onde as comunidades podem ser mais pequenas e a vida privada mais facilmente exposta, a pressão social pode assumir outras dimensões. Quando a família deixa de ser abrigo. Talvez uma das questões mais dolorosas seja esta: </p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O que acontece quando a pessoa que deveria proteger passa a ser a pessoa que rejeita?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um jovem pode suportar os comentários dos colegas. Pode bloquear alguém nas redes sociais. Pode afastar-se de determinados círculos. Mas quando a rejeição vem do pai ou da mãe, a ferida é diferente. A casa deixa de ser um lugar seguro. E alguns jovens acabam por esconder durante anos aquilo que sentem, vivendo uma vida construída para satisfazer expectativas familiares. Não compreender não é o mesmo que odiar. Para alguns pais, a dificuldade de aceitar pode estar relacionada com a educação que receberam, valores culturais, religiosos ou simplesmente falta de informação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso não significa que toda a pessoa que tenha dúvidas seja necessariamente homofóbica. O problema começa quando a incompreensão se transforma em humilhação, violência, expulsão, discriminação ou tentativa de destruir a dignidade de outra pessoa. É possível discordar de alguém sem o agredir. É possível não compreender imediatamente sem abandonar um filho. E é possível precisar de tempo para aceitar sem transformar uma pessoa em inimiga. </p>



<p class="wp-block-paragraph">E se fosse o seu filho? A pergunta continua. Se hoje o seu filho entrasse pela porta de casa e dissesse: “Pai, mãe, eu sou gay”, qual seria a sua primeira reacção? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Gritaria? </p>



<p class="wp-block-paragraph">Expulsaria?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Negaria?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tentaria corrigi-lo?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ou sentaria ao lado dele e perguntaria:“Estás bem? Como posso ajudar-te?” A discussão sobre LGBTI+ em Moçambique não pode limitar-se a rótulos ou guerras de opiniões. Por trás de cada letra da sigla existem pessoas. E, para muitas delas, a primeira batalha pela dignidade não acontece na rua. Acontece dentro de casa. </p>



<p class="wp-block-paragraph">Milda Langa</p>
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