O presidente da Nova Democracia, Salomão Muchanga, defendeu, por ocasião do Dia das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, a valorização da memória da luta de libertação nacional e a melhoria das condições de trabalho dos membros das Forças de Defesa e Segurança (FDS).
Num comunicado divulgado esta quinta-feira, Muchanga considera que a luta de libertação nacional, iniciada a 25 de Setembro de 1964, deve ser entendida como um processo colectivo que envolveu combatentes, comunidades, mulheres, jovens e cidadãos anónimos.
Segundo o dirigente, a memória da libertação deve pertencer à Nação e não ser apropriada por qualquer partido político ou grupo particular. No documento, defende que as celebrações do Dia das Forças Armadas devem ultrapassar os actos protocolares e alcançar as comunidades, escolas, bairros e aldeias.
Muchanga afirma ainda que as FDS devem servir o Estado, a Constituição e o povo, sem serem transformadas em instrumentos de interesses partidários, económicos ou privados.
“O uniforme nacional não pode ser confundido com uniforme partidário”, lê-se no comunicado.
O presidente da Nova Democracia defende igualmente melhores condições de trabalho para os membros das FDS, incluindo salários condignos, alimentação, equipamento, munições e condições adequadas de segurança.
Para Muchanga, não se pode exigir heroísmo aos agentes das forças de defesa e segurança sem garantir os meios necessários para o cumprimento das suas funções. O dirigente defende que eventuais denúncias ou evidências de falta de condições devem ser objecto de investigação, responsabilização e transparência.
O comunicado também alerta contra aquilo que a Nova Democracia descreve como “novas formas de dominação e instrumentalização” das FDS. A organização sustenta que as forças devem manter o compromisso com a Constituição, o Estado e o povo moçambicano.
Ao abordar a memória histórica, Muchanga sustenta que a luta de libertação não deve ser apresentada como obra exclusiva de um partido ou de uma região, mas como um “sonho colectivo” que mobilizou diferentes sectores da sociedade moçambicana.
“A liberdade pertence ao povo”, afirma o documento, que termina com os apelos “Servir Moçambique” e “Tempo de Vencer”.
O posicionamento surge no contexto das celebrações do 25 de Setembro, data associada ao início da Luta Armada de Libertação Nacional em Moçambique. (Quarianews)





